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Desperta
Débora
Mães de
joelhos e filhos em pé!
Aprendendo
um pouquinho mais sobre Débora (Juízes 4, 5).
Débora
uma juíza
diferente
Ao que parece, Débora
(heb. “abelha”) era uma dona de casa quando foi escolhida para servir à sua
nação. Não sendo de linhagem aristocrática, ela é identificada simplesmente
como a “mulher de Lapidote”. Contudo, Débora foi a única mulher das Escrituras
elevada a um alto cargo político por seu próprio povo. Apesar de suas
responsabilidades domésticas provavelmente terem sido colocadas em segundo
plano durante seu serviço ao país, ela descreveu a si mesma como “mãe de
Israel” (Jz 5.7) antes de tornar-se juíza. Não é relevante saber se essa é uma
referência à maternidade para com seus próprios filhos ou expressão de
maternidade espiritual para com todos os filhos e filhas de Israel.
Numa nação sedenta de
espiritualidade, caracterizava-se pela rejeição de Deus e por uma determinação
entre o povo de cada um agir a seu próprio modo (Jz 17.6;21.25), Débora foi,
antes de tudo, uma conselheira, ao demonstrar sua liderança à sombra de uma
palmeira próxima à sua casa, discutindo e sugerindo soluções para as pessoas
com problemas. O sistema judicial civil era inepto; o exército era fraco demais
para defender as fronteiras do país; o sacerdócio daquilo que havia sido uma
teocracia era impotente e ineficaz. Já não era possível ter uma vida normal e,
assim, Débora tornou-se juíza e, por fim, uma libertadora de seu povo num tempo
de guerra.
Nessa região, o desprezível
rei Jabim perseguia israelitas. Débora convocou Baraque, da tribo de Naftali,na
fronteira do Norte, e ordenou que ele recrutasse um exército de dez mil homens
de sua própria tribo e da tribo vizinha de Zebulom.
Baraque hesitou, insistindo
que Débora o acompanhasse no cumprimento dessa tarefa. (Jz 4:8). Ela não apenas
ficou com ele durante o processo de criar um exército, mas também sugeriu a
estratégia para a batalha. No passado, Deus havia falado por meio de seus
líderes Moisés e Josué, e naquele momento ele estava falando por meio de
Débora. Deus ajudou-a enviando
uma tempestade violenta (Jz 5:4). Numa reconstituição, em menor escala, da
travessia do Mar Vermelho, as carruagens inimigas com seus cavalos atolaram na
lama.
A destruição do poder
de cananeu foi imortalizada por Débora e Baraque num exemplo do que havia de
mais refinado na poesia hebraica – um cântico de louvor a Deus, no qual são
descritos os acontecimentos que deram ao povo a vitória (veja Jz 5). Antes de
Débora exercer sua liderança incomum e de demonstrar sua capacidade de tomar
decisões para salvar a nação das dificuldades, ela foi uma dona de casa –
esposa e mãe em Israel.
Sua compaixão foi despertada pelas atrocidades que seu povo
estava sofrendo. Ela tomou a iniciativa e colocou-se à disposição, tornando-se
vitoriosa ao confiar em Deus e assim, inspirou outros ao seu redor a terem a
mesma confiança.
“Desperta,
Débora, desperta, desperta, acorda...(Jz 5:12)
É
um chamado para nós, mães, intercedermos com mais força pelos
nossos filhos. Somos as Déboras dos dias de hoje. Deus levantou Débora para ser
mãe e juíza em Israel e Ele nos levantou
para intercedermos pelos nossos filhos aqui em Marília - Brasil. Glórias a
Deus!
“Até mesmo os cristãos
lutam contra o medo negativo, mas creio que é possível transformar medo em fé,
em confiança renovada e em ação positiva”. Carol Kent
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