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Oração
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PREDESTINAÇÃO OU LIVRE ARBÍTRIO?
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Astrologia
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Meditação
Trancedental
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Autoridade
Espiritual
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Natal:
Uma Festa Cristã ou Pagã?
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Da
Vinci, Judas e os ignorantes
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Pactos
Espirituais
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Divórcio
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União Estável
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Falsos
Profetas
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Profetizar
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Halloween
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Santificação
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Jogos
de Azar
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Vida
depois da morte
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Assovios
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Pirataria
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PREDESTINAÇÃO OU LIVRE ARBÍTRIO?
Qual o
agir de Deus na humanidade?
INTRODUÇÃO
Predestinação ou Livre Arbítrio? Calvinista ou Arminiano?
Estas perguntas têm causado grande celeuma entre os cristãos há séculos.
Pessoas mataram e morreram defendendo uma ou outra posição, Igrejas se
dividiram, teólogos fizeram inimigos, tudo na tentativa de se encontrar um
consenso a respeito.
O presente estudo não tem como pretensão abordar todos os
aspectos envolvidos neste assunto ou dar uma resposta a todas as indagações (se
é que isso seja possível). Além da Teologia, esta questão envolve também profundos
conceitos éticos e filosóficos. Nosso objetivo é tratar este tema de maneira bem
prática, simplista até, numa tentativa de tornar esta discussão acessível à
igreja local e trazer um pouco de luz a tantos questionamentos.
Meu desejo é compartilhar o que eu entendo acerca de
Predestinação e Livre Arbítrio. Respeito aqueles que fazem outra leitura sobre o
tema e de antemão me reservo ao direito de não entrar em debate sobre isso. O
motivo? Tenho coisas mais importantes para fazer. Há muito tempo alguém já
disse, com sabedoria: “Nas coisas
essenciais, unidade. Nas não essenciais, liberdade. E, em todas elas, amor.”
A DOUTRINA
CALVINISTA
Nascido na França em 1509, Jean Cauvin foi, ao longo da história, um dos defensores mais
apaixonados da doutrina da predestinação. Filho de um advogado da Igreja
Católica, aproximadamente em 1533 se
declarou protestante. Pouco tempo depois, vítima de perseguição religiosa,
fugiu para a Suíça, onde se tornou uma das principais figuras da Reforma. Jean Cauvin
popularizou-se com a forma latinizada de seu nome: João Calvino, e faleceu em
1564.
Excelente orador e autor de vários livros, seus ensinos ficaram
conhecidos como Calvinismo. No que diz respeito à Salvação, Calvino resumiu
suas idéias em cinco pontos:
- DEPRAVAÇÃO TOTAL
– Devido ao pecado, os homens se tornaram corrompidos em sua totalidade e,
portanto, incapazes de escolherem o
bem em questões espirituais.
- ELEIÇÃO
INCONDICIONAL – Já que o homem não tem condições para escolher a salvação,
é Deus quem, pela graça, escolhe um grande número de pecadores para salvar.
Tal escolha, ou eleição, é incondicional, ou seja, não está em nada
relacionada com alguma atitude ou resposta humana.
- EXPIAÇÃO
LIMITADA – A morte expiatória de Jesus Cristo na cruz foi por aqueles que
Deus já havia de antemão predestinado.
- GRAÇA
IRRESISTÍVEL – É impossível para os eleitos rejeitarem a graça de Deus. O Espírito
Santo sempre os convence e salva.
- PERSEVERANÇA DOS
SANTOS – Uma vez salvo, é impossível que os eleitos percam a salvação.
Os quatro primeiros
pontos constituem o que conhecemos como Predestinação: a determinação soberana de Deus de eleger para a salvação uma parte da
humanidade decaída, permitindo a justa perdição dos restantes.
A DOUTRINA
ARMINIANA
O autor do arminianismo é o holandês Jacob Harmensz (1560-1609), também
conhecido como Jacobus ou James Arminius, ou ainda Jacó Armínio. Pastor
protestante e Teólogo, Armínio foi o primeiro a confrontar formalmente o
calvinismo, afirmando que a salvação depende da resposta do homem à graça de
Deus. A doutrina arminiana clássica sistematizou seus ensinos também em cinco
pontos:
1.
ELEIÇÃO CONDICIONAL – Eleitos de Deus são todos os que
aceitam a salvação em Jesus
Cristo.
2.
EXPIAÇÃO UNIVERSAL – Cristo é o salvador do mundo, morreu
por todos os homens, garantindo assim a salvação para todo aquele que nele crer.
3.
FÉ SALVADORA – A salvação do homem está
condicionada à sua fé.
4. GRAÇA
RESISTÍVEL – A graça é a causa da salvação do homem, mas diferentemente do que ensina
o calvinismo, esta graça não é irresistível.
5. PERSEVERANÇA
DOS SANTOS – Os verdadeiros crentes têm força suficiente, por meio da graça, para vencer
o pecado e permanecer salvo. Quanto a ser ou não possível que algum deles perca
a salvação, ainda não temos fundamentação bíblica para afirmar uma coisa ou
outra.
Contrariando os calvinistas, o arminianismo defende o
LIVRE ARBÍTRIO do ser humano, que consiste na capacidade humana de julgar e
fazer suas próprias escolhas.
A BÍBLIA E O
LIVRE ARBÍTRIO
Encontramos os termos “predestinados”, “eleitos” e
“escolhidos de Deus” inúmeras vezes nas Escrituras, mas simplesmente não é
possível sustentar a doutrina da predestinação diante de alguns textos
bíblicos. Vejamos alguns exemplos.
1. Segundo a Doutrina
da Predestinação, toda a raça humana está contaminada com o pecado, e por conta
disto, sempre escolherá o mal. No entanto, Bíblia afirma que o homem pode sim
escolher obedecer a Deus. De outra forma, seria injusto Deus condená-lo por não
fazer algo que lhe simplesmente seria impossível fazer. É indiscutível que o
pecado prejudicou em muito a consciência humana, contaminando-a. Mas é também
indiscutível que a necessidade de Deus é algo inerente da humanidade, e só é
plenamente satisfeita através da Verdade libertadora que está em Cristo. Encontramos
na Bíblia inúmeras situações que retratam a possibilidade de escolha do homem
perdido: isso é livre arbítrio.
“Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos (...) mas vocês não quiseram”
(Mt 23:37)
“Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”. (Jo 1:11)
“Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos
Céus diante dos homens!” (Mt 23:13)
“Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não
crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados.” (Rm 8:24).
“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado,
porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. (Jo 3:18)
2. Segundo a Doutrina
da Predestinação, Deus escolheu e elegeu, antes da fundação do mundo, os que
haveriam de ser salvos, sem obedecer a nenhum critério. No entanto, a Bíblia
afirma categoricamente que Deus não faz acepção de pessoas, e deseja que TODOS
sejam salvos.
"Mas Deus não
tendo em conta o tempo da ignorância, anuncia agora, a todos os homens, em todo
o lugar que se arrependam”. (Atos17:30).
"O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por
tardia, mas é longânime para convosco, não querendo que nenhum se perca, senão
que todos venham a arrepender-se” (2 Pe 3:9).
"Isto é bom e aceitável aos olhos de nosso Salvador; que quer que
todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade". (1 Tm 2:4)
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu único filho, para a
todo que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna". (Jo 3:16)
“Porque para Deus não há acepção de pessoas” (Rm 2:11)
“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16:15)
3. Segundo a Doutrina
da Predestinação, Jesus morreu somente por aqueles que o Pai já havia
predestinado desde a fundação do mundo. No entanto, a Bíblia afirma sem deixar
dúvidas, que Cristo morreu por TODOS.
"O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por
tardia, mas é longânime para convosco, não querendo que nenhum se percam, senão
que todos venham a arrepender-se” (2 Pe 3:9).
"Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora
feito um pouco menor que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela
graça de Deus, provasse a morte por todos". (Hb 2:9)
"Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os
homens para condenação, assim também por um ato de justiça veio a graça sobre
todos os homens para justificação da vida". (Rm 5:18)
"E ele é a propiciação de nossos pecados: e não para os nossos
apenas, mas ele é a propiciação de nossos pecados e não somente pelos nossos,
mas também pelos de todo o mundo". (1 Jo 2:2)
"O qual ( falando Jesus) se deu a si mesmo em preço de redenção por
todos, para servir de testemunho a seu tempo". (1 Tm 2:6)
4. Segundo a Doutrina
da Predestinação, a salvação não depende em nada da fé, mas está condicionada
apenas à graça soberana de Deus. No entanto, a Bíblia afirma que é através da fé
e somente através dela que podemos nos chegar a Deus.
“Porque não me
envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de
todo aquele que crê, primeiro do Judeu e também do grego”. (Rm 1:16)
“Sendo
justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 5:1)
“Porque pela graça
sois salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós é dom de Deus”. (Ef 2:8).
“E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos
os que lhe obedecem”. (Hb 5:9)
“Visto como na
sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus, pela sua sabedoria, aprouve a
Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” (1 Co 1:21)
A
BÍBLIA E A PREDESTINAÇÃO
Mas então, como podemos
entender os textos bíblicos que falam acerca da predestinação?
Antes de tudo, faz-se
necessário lembrar que a Bíblia não se contradiz. Ela é a Palavra de Deus,
inspirada pelo Espírito Santo e revelada a nós, para nossa edificação. Assim
sendo, se encontramos inúmeros textos sagrados afirmando que Deus ama e deseja
a salvação de todos, que não faz acepção de pessoas, que Jesus morreu por
todos, e que todo aquele que invocar seu nome será salvo, não pode haver nada
em toda a Bíblia que contrarie tais princípios.
Em segundo lugar é preciso
lembrar também que uma das regras básicas para a interpretação da Bíblia é considerar
o seu contexto. Um provérbio antigo e muito conhecido no meio teológico
adverte: “não se pode tirar o texto do seu contexto sob o pretexto de provar
alguma coisa”. Pessoas despreparadas têm muitas vezes usado a Bíblia de maneira
irresponsável, desconsiderando o contexto histórico de determinado trecho e
ignorando princípios de hermenêutica e exegese, fundamentais no processo de
interpretação bíblica.
Voltemos então a nossa
questão inicial: como explicar os inúmeros textos bíblicos que falam sobre
predestinação? Vejamos alguns exemplos.
· Mateus
24:24 “Porque surgirão falsos cristos e falsos
profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora,
enganariam até os escolhidos.”
·
Efésios 1:4-5 “Porque Deus nos escolheu nele, antes da criação
do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos
predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo,
conforme o bom propósito da sua vontade”
· 2
Tessalonicenses 2:13 “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós,
irmãos amados do Senhor, por Deus vos ter escolhido desde o princípio para a
salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade”
Estes e outros textos usam
a palavra predestinação com um
significado diferente do que é utilizado pelos calvinistas. O termo “predestinar”,
no contexto bíblico, não significa determinar antecipadamente o curso de ação
de uma pessoa, mas criá-la com um destino, um propósito. Assim sendo, quando a
Palavra diz que fomos predestinados, escolhidos ou eleitos para a salvação,
está dizendo que fomos criados destinados à salvação. Deus não cria ninguém
para o inferno. Cada ser humano que foi colocado sobre a face da terra, veio ao
mundo destinado para a vida eterna com o Criador. Os que reconhecem que são
pecadores e fazem de Cristo seu Senhor e Salvador são chamados de eleitos de
Deus. Os que se recusam a crer, mesmo predestinados (nascidos) para a salvação,
serão julgados e condenados.
O
texto do Evangelho segundo Marcos, cap 4, também é muito usado pelos
calvinistas e, mais uma vez, interpretado fora de seu contexto. Este e o texto
paralelo de Mateus 13:14-15 são uma referência à profecia de Isaías, registrada
em Is 6:9-10. O que foi dito primeiramente pelo profeta e citado posteriormente
por Jesus (registrado nos evangelhos de Mateus e Marcos) é que o povo estava
cego e surdo espiritualmente e por si só rejeitou as palavras de Deus. Não foi
Deus quem os cegou. Como já foi dito, é imprescindível considerar o contexto de
um versículo e não interpretá-lo isoladamente. Compare os textos:
· Marcos
4:11-12 “A vós vos é dado saber os mistérios do Reino
de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas,
para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para
que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados.”
· Mateus
13:14-15
“Neles se cumpre a profecia de Isaías: ‘Ainda que estejam sempre
ouvindo, vocês nunca entenderão; ainda que estejam sempre vendo, jamais
perceberão. Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade
ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse,
poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e
converter-se, e eu os curaria.”
PRESCIÊNCIA x PREORDENAÇÃO
Há também outros textos
bíblicos utilizados pelos calvinistas como se fossem uma referência à
preordenação divina, mas na realidade apontam para a presciência de Deus. Deus
é onisciente, e para Ele nada está oculto. Ele sabe o futuro desde o passado (Is
46:10), conhece os nossos dias, sabe quem será salvo mediante a fé, sabe cada
pensamento nosso por antecipação. Mas presciência não é preordenação. Deus não
decide o nosso futuro, não determina nossas escolhas, Ele apenas sabe o que irá
acontecer. E é sob esta ótica que devemos entender os textos abaixo:
· Salmo
139:16 “Os
teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram
escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.”
· 1
Pedro 1:1-2 “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos
de Deus dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia; escolhidos de
acordo com o pré-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito,
para a obediência a Jesus Cristo e a aspersão pelo seu sangue: Graça e paz lhes
sejam multiplicadas.”
·
Romanos 8:29-30
“Pois aqueles que de antemão
conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a
fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou,
também chamou; aos que chamou, também justificou; e aos que justificou, também
glorificou.”
SOBERANIA DE DEUS x LIVRE
ARBÍTRIO HUMANO
Diante da liberdade de
escolha do homem, surge um aparente paradoxo:
a)
A vontade de Deus é que
todo o homem seja salvo;
b)
Um determinado número de
pessoas rejeitou a graça de Deus e será condenada;
c)
A vontade de Deus foi
então sobrepujada pela vontade do homem;
d)
Como Deus pode continuar
sendo soberano, se a vontade dele não se cumpriu?
Na verdade, o homem só
possui livre arbítrio porque Deus lhe outorgou tal direito. Isso não torna Deus
menos soberano. O pecado original condenou toda a raça humana à perdição. É a
graça soberana de Deus que, em sua misericórdia, através de Cristo torna
possível a nossa salvação. O mérito não é humano. Deus nos amou primeiro!
Os defensores da Doutrina
da Predestinação usam o texto de Romanos 9 como base para suas idéias.
Entretanto, o referido texto é uma alusão a nação de Israel, e não a
indivíduos. Além disso, o apóstolo Paulo apenas reforça aqui o demérito humano
na salvação. Não partiu de nós a iniciativa de buscar a Deus, apenas
respondemos à sua misericórdia.
· Romanos
9:14-16
“E então, que diremos? Acaso Deus é injusto? De maneira nenhuma! Pois
Ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei
compaixão de quem eu quiser ter compaixão. Portanto, isso não depende do desejo
ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus.”
SALVAÇÃO E LIVRE ARBÍTRIO
UMA VEZ SALVO, EU VOLUNTARIAMENTE ABRO
MÃO DO MEU LIVRE ARBÍTRIO PARA FAZER A VONTADE DE DEUS.
·
Efésios
6:6 “... como escravos de Cristo, fazendo de
coração a vontade de Deus”
·
1
Pedro 4:2 “para que, no tempo que lhe resta, não viva
mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de
Deus.”
O prazer do filho de Deus é agradar o
coração do Pai. Mesmo que para isso, seja necessário negar-se a si mesmo (Lc
9:23) ou ser crucificado com Cristo (Gl 2:20).
A fé salvadora transfere o senhorio da
nossa vida a Jesus Cristo. Ele passa a ser nosso dono, nosso rei, Senhor
absoluto de tudo que temos e somos, pela uma simples questão de confiança.
Fazer parte do povo de Deus significa reconhecer que Ele sabe o que é melhor
para cada um de nós, por isso, a decisão mais acertada é permitir que Ele
dirija as nossas vidas.
Isso não significa que seremos
“obrigados” a fazer apenas o que Deus quiser que façamos. Deus permite que
continuemos fazendo nossas escolhas. Ele nos adverte, mostra o caminho certo,
mas não nos obriga a andar por ele. Enquanto estivermos neste mundo, teremos sempre
a opção de desobedecer às orientações de Deus, sabendo que cada escolha
implicará numa consequência. A vontade de Deus é sempre boa, perfeita e
agradável (Rm 12:2). Fugir dela nunca será uma opção razoável.
Creio que Deus tem sonhos e planos
para cada um de nós e nos criou com propósitos especiais. Se entregarmos a Ele
a direção de nossas vidas, Ele mesmo cuidará para que cada um de seus
propósitos se cumpra. Mas, se formos obstinados e insistirmos em viver
independentes de sua vontade, Ele fará de tudo para nos trazer de volta, mas
permitirá que façamos nossas próprias escolhas.
CONCLUSÃO
Diante de tudo acima exposto, creio que, todos os homens estão perdidos,
sem salvação, enquanto permanecerem destituídos da graça do Pai. Em sua
soberania, o Senhor concedeu ao homem livre arbítrio para decidir por si
próprio aceitar ou não a oferta de salvação. E pela graça de Deus, a salvação
em Cristo está disponível a todos. Se você ainda não experimentou o amor de
Deus em sua vida, faça isso agora mesmo. Você é amado do Pai. Basta falar com
Ele, e convidá-lo a ser o seu Senhor e Salvador.
Deus elegeu, antes da fundação do mundo em sua onisciência, aqueles que
haveriam de crer em Jesus Cristo. Faça
parte você também dos eleitos de Deus.
Quanto às posições teológicas, prefiro me abster de rótulos. Concordo com
algumas posturas reformistas de Calvino, mas não sou calvinista. Penso como
Armínio em algumas questões sobre a salvação, mas não sou arminiano. Não sou
seguidora de homens, embora admire a muitos. Prefiro seguir minha jornada
cristã sem precisar me comprometer com uma determinada escola teológica. As
coisas de Deus nunca poderão ser completamente entendidas ou explicadas por
homem algum.
Portanto, nem calvinista nem
arminiano: simplesmente bíblico!
Márcia
Rezende
Bacharel em Educação Religiosa
e
Ministra de
Educação Cristã na 3a Igreja Batista de Marília
* É permitido copiar, imprimir, citar e distribuir este arquivo,
somente para uso pessoal e sem fins lucrativos, desde que se explicite a
autoria e fonte do mesmo.
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Por incrível que
pareça, a maioria das pessoas não sabe realmente o que é oração. Pensam que é
ficar repetindo frases decoradas, sem nelas colocar o coração. Outros acham que
orar é choramingar diante de Deus, ou ir até Ele com sua “listinha de
supermercado”, apresentando todas as suas necessidades. Outros ainda afirmam
que orar é simplesmente "falar com Deus", mas podemos falar com uma
pessoa, sem necessariamente nos envolvermos com ela. Orar é mais do que tudo
isso.
A oração é o meio de
comunicação que Deus mesmo estabeleceu para que os homens se relacionem com
Ele. A oração não serve só para nosso próprio bem estar ou alívio - mas para o
deleite do Senhor! Portanto, falando de oração, não pensamos em fórmulas, masem relacionamento. Oração,
mais que tudo, é a comunicação íntima entre duas pessoas que se amam: Deus e
você (1 Co 6:17). A oração transcende palavras: um pensamento, um descanso
em Deus, o estar na Sua presença em silêncio, um inclinar-se, uma lágrima...
tudo pode ser uma forma de oração. Em suma: ORAÇÃO É RELACIONAMENTO.
Sem
oração (relacionamento) somos apenas religiosos. Então por que é tão difícil
desenvolver uma vida de oração? Alguns cristãos
não oram porque têm um amor morno pelo Senhor, porque perverteram as suas
prioridades, aprenderam a viver sem oração, porque não crêem que Deus ouça ou
ainda porque têm a sensação de estarem perdendo tempo! No entanto, alguém já
disse que a oração é a respiração da alma. E a verdade é que muita coisa não
acontece simplesmente porque não oramos.
Mergulhemos na
gloriosa aventura da oração, como um modo de viver, até que este País
seja tomado de norte a sul, leste a oeste, por grupos de oração nos lares, nos
templos, nas escolas, nos hospitais, nas fábricas, nos escritórios, nos
parlamentos, enfim, em todos os lugares, pois é pela intercessão que Deus se
manifestaráem nossa
Pátria e mudará o rumo da nossa História.
ONDE, QUANDO E
COMO ORAR
QUANTO AO LOCAL
Gn. 24:63............. Isaque ora no campo.
Mt. 14:23............. Jesus subiu ao monte para orar.
Jo 11:41,42......... Jesus orou no cemitério.
At 21:05 .............. Paulo ora na praia.
At 22:16 .............. Paulo ora no templo.
Dn. 6:10 .............. Daniel orava no quarto.
Jn. 2:1 ............... Jonas ora no ventre da baleia.
At 9:11 ............... Paulo ora na casa do seu amigo.
At 16:25 ............. Paulo e Silas oram na cadeia.
Mt 6:6 ................ Jesus manda orar no quarto.
Descubra
o local certo de orar, lendo os seguintes textos : João 4 :20-24 e I Tm. 2:8
QUANTO AO TEMPO
Gn. 24:63 ........... Isaque ora no cair da tarde.
Sl. 5:3 ................. Davi ora pela manhã.
Sl. 42:8 ............... Davi ora à noite.
Sl. 119:63 ........... Davi ora à meia-noite.
Sl. 55:17 ............. O salmista ora de manhã, ao meio dia e à
tarde.
Dn. 6:10 ............. Daniel ora 3 vezes ao dia.
Mt 26:36 ............. Jesus ora de madrugada.
At 16:25 .............. Paulo e Silas oram perto da meia noite.
Descubra a hora certa de orar, lendo o seguinte texto : I Tes. 5:17
QUANTO A MANEIRA
Gn. 24:63 .......... Abraão ora ajoelhado.
Êx. 17:12 ............ Moisés ora assentado.
Sl. 5:3 ............... Ezequias ora deitado.
Sl. 42:8 .............. Davi ora em pé.
Dn. 6:10 .............. Daniel ora de joelhos.
At 16:25 ............. Paulo ora assentado e acorrentado.
Descubra a maneira certa de orar, lendo o seguinte texto: Hb. 10:22
Existe um ensinamento corrente
sobre fecharmos os olhos para orarmos, essa atitude se refere à nossa
capacidade de nos concentrarmos mais na oração quando não vemos o que acontece
ao nosso redor. Para algumas crianças ensinamos também que devem ajuntar as
suas duas mãos de forma que ela também não se distraia com movimentos das mãos
ou dedos.
A posição de joelhos talvez seja a
preferida pela maioria dos crentes, porém a atitude de oração deve estar
primeiro no coração, depois, conforme a situação, necessidade ou local obedecer
ao princípio da reverência e humildade diante do Senhor.
DIFERENTES NÍVEIS DE ORAÇÃO
Vemos em Efésios 6:18 que há diversos tipos de oração. Vamos
alistar as mais comuns, dentro de três principais categorias.
A) DEUS COMO O CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES
1. AÇÕES DE GRAÇA - É a expressão do nosso reconhecimento e
gratidão a Deus pelo que Ele nos tem feito (Mc 8:6). Estamos encantados com
suas dádivas que nos beneficiam. Basicamente é a oração que expressa gratidão a
Deus pelas bênçãos que Ele tem derramado sobre nós.
2. LOUVOR - Louvar significa elogiar. A oração de louvor é
um passo além das ações de graça. São expressões de elogio e exaltação a Deus,
não necessariamente pelo que Ele me faz, mas pelo que Ele faz como um todo
pelos outros ou no universo (Sl 119:164). Louvar é reunir todos os feitos de
Deus e expressá-los em palavras, numa atitude de exaltação e glorificação ao
Seu Nome.
3. ADORAÇÃO - O tipo de oração que exalta a Deus pelo que
Ele é. Concentra-se no caráter de Deus, nos Seus atributos, na Sua Pessoa (Rm
11:33-36). É a entrada no Santo dos Santos, para responder ao amor de Deus. Ali
nada fala do homem, mas de Deus. É o reconhecimento do que Deus é. É a resposta
do nosso amor ao amor Divino.
Esse nível (Deus no centro) é o que deve dominar a nossa
vida. O tempo todo com uma atitude de gratidão, de louvor e adoração. E não nos
colocar na presença de Deus apenas para pedir algo.
B - NÓS MESMOS COMO O CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES
1. PETIÇÃO ou SÚPLICA - É a apresentação a Deus de um
pedido, visando satisfazer uma necessidade pessoal, tendo como base uma
promessa de Deus (2 Re 19:19). Nesse tipo de oração, já tenho o conhecimento de
qual é a vontade de Deus, pelo que o pedido será feito em fé, com a certeza da
resposta, antes mesmo da sua manifestação, de acordo com Marcos 11:24.
2. SUBMISSÃO - Essa oração é para as ocasiões em que a
vontade de Deus não está muito clara. Há uma circunstância em que preciso de
direção; não sei o plano de Deus para aquele assunto,em particular. Aqui
exige espera, consagração e inteira disposição de conhecer e seguir a vontade
do Pai. É mais uma atitude de rendição, com o propósito de obediência quando a
direção vier (Lc 22:42).
3. ENTREGA - é a transferência de um cuidado ou inquietação
da minha alma, para Deus (I Pedro 5:7). Há uma circunstância em que os
cuidados, problemas e inquietações da vida e batem à porta, então assumo uma
atitude de transferência destes para Quem tem condições de carregá-los: meu
Deus. Está é a oração em que lanço os fardos sobre o Senhor, com um conseqüente
descanso.
4. CONFISSÃO - Quando pecamos, o Espírito Santo nos leva ao
arrependimento, e este arrependimento precisa nos conduzir a Deus em oração,
confessando o que fizemos de errado, e rogando seu perdão (Is 6:5).
C. OS OUTROS COMO CENTRO DAS NOSSAS ORAÇÕES
1. INTERCESSÃO - Aqui vou a Deus como sacerdote, como
intercessor, levando a necessidade de outra pessoa (Rm 8:26, 27). Interceder e
colocar-se no lugar de outro e pleitear a sua causa como se fosse própria. O
motivo primeiro deste tipo de oração é ver a circunstâncias alteradas na vida
de outrem. Exige bem mais do que os outros tipos e merecerá um estudo à parte.
DIFERENTES FORMAS DE ORAÇÃO
Há três formas pelas quais você pode apresentar todos os
tipos de oração:
A. ORAÇÃO PARTICULAR - Quando ficamos a sós com Deus em
oração (Mt. 6:6). É um momento especial,
onde nos abrimos diante do Pai, em intimidade, e estreitamos ainda mais nosso
relacionamento com Ele.
B. ORAÇÃO DE CONCORDÂNCIA - a oração de concordância é
aquela quando duas ou mais pessoas, de comum acordo, na mesma fé e no mesmo
pensamento, apresentam uma questão a Deus, dentro da Sua Vontade (Mt.
18:19,20).
C. ORAÇÃO COLETIVA - A oração coletiva é a de concordância
multiplicada. É quando um grupo se une, no mesmo parecer, e apresentam juntos a
sua petição. Há um poder tremendo neste tipo de oração (At. 4:24). Pode-se orar
todos juntos, ao mesmo tempo, sobre um mesmo motivo. Ou então, uma pessoa ora
em nome do grupo, enquanto os demais ouvem, e concordam com um “amém”.
Obs: Todos os tipos de oração podem ser feitas usando uma
dessas formas.
POR
QUE DEUS NÃO ATENDE A MINHA ORAÇÃO?
Jesus afirmou: “E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o
recebereis” (Mt 21:22). No entanto, muitas vezes, apesar das nossas orações e
da nossa fé, a resposta é “não”. Por que isso acontece?
Primeiramente precisamos entender que a oração não é uma
espécie de “varinha mágica” que, ao ser acionada, irá nos conceder o que
desejamos. Nem sempre, o que pedimos é o melhor pra nossas vidas, nem sempre o
tempo ideal é agora, etc, etc, etc...
Creio que um dos principais motivos de Deus não atender
nossas orações, é que desconhecemos a vontade Dele, não estamos juntos Dele o
suficiente para compreender o seu querer e seu propósito. No plano humano, um
pai amoroso pode dizer ao filho: querido, neste Natal, você pode me pedir o que
quiser... Então a criança se volta para o pai e pede uma metralhadora
automática. Se essa criança conhecesse de verdade seu pai, e soubesse os
estragos que uma arma como essa é capaz de causar, ela nunca teria feito este
pedido. Entre nós e Deus, muitas vezes acontece a mesma coisa. Você gostaria de
ver todas as suas orações respondidas? Há uma posição em Deus que nos leva a
orar alinhados com o que está em Seu coração e, conseqüentemente, receber uma
resposta positiva (Jo 15:7; 16:24). Ou seja, através da intimidade com o Pai,
só pediremos em oração aquilo que Ele mesmo já nos revelou como sendo Sua
vontade.
Veja abaixo alguns dos impedimentos para que nossas orações
sejam atendidas:
1. Falta de fé (Tg 1:60),
2. Pecado (Is 59:1-2),
- Desobediência
(Dt. 1:43-45)
- Falta
de amor ao próximo (Is. 58:9-1)
- Injustiça
(Mq. 3:1-4; Is. 1:15-17)
- Espírito irreconciliável (Mt.5:23,24;
Mc. 11:25)
- Desentendimento conjugal (I Pe. 3:7)
3. Distância do Senhor (Jo 15:7)
4. Pedidos mal intencionados (Tg 4:3)
5. Pedidos fora da vontade de Deus (I Jo 5:14)
6. Impedimentos gerados pelas forças ocultas das trevas (Dn
10:12-13)
7. Falta de fé da outra pessoa. Se a oração for
intercessória, a pessoa por quem você está orando precisa dar abertura para
Deus agir na vida dela. Você não pode fazer a oração da fé pelos outros, mas
pode interceder, destruindo as fortalezas de satanás, nas mentes dessas
pessoas, e para que Deus lhes ilumine os olhos do entendimento da verdade e
sejam salvos.
CONDIÇÕES
PARA UMA ORAÇÃO EFICAZ
-
Nossas orações só serão atendidas se tivermos fé genuína,
verdadeira (Mc 11:24; Hb 10:22).
-
Nossas orações devem ser feitas em nome de Jesus, ou seja,
devem estar em harmonia com a pessoa, caráter e vontade de nosso Senhor (Jo 14:13-14).
-
A nossa oração deve ser feita segundo a vontade de Deus que
muitas vezes nos é revelada pela sua Palavra, que por sua vez deve ser lida com
oração (1 Jo 5:14; Ef 6:17-18).
-
Devemos andar segundo a vontade de Deus, amá-lo e agradá-lo
para que Ele atenda as nossas orações (Mt
6:33; 1 Jo 3:22).
-
Finalmente, para uma oração eficaz, precisamos ser
perseverantes (Mt 7:7-8; Cl 4:2; Sl
40:1).
OITO
PASSOS PARA RECEBER A RESPOSTA À SUA ORAÇÃO
Se não há absolutamente nenhum impedimento para que a sua
oração seja atendida, e se você está certo de que está dentro da vontade de
Deus, basta seguir estes passos, e a resposta virá.
1) Decida e seja específico naquilo que quer de Deus.
2) Procure uma passagem bíblica que lhe prometa aquilo que
quer pedir a Deus.
3) Antes de pedir, medite nessas promessas.
4) Faça a oração ao Pai, no Nome de Jesus.
5) Acredite que recebe a resposta, no momento em que orou.
6) Enquanto espera pela materialização do pedido, já
agradeça e louve a Deus pela resposta.
7) Recuse-se a duvidar.
8) Continue a meditar nas promessas bíblicas que usou.
APRENDENDO COM A ORAÇÃO DO “PAI NOSSO”
A oração modelo,
registrada em Mt 6:9-13, não é simplesmente uma fórmula para ser repetida. Se
assim fosse, o Mestre não teria condenado as "vãs repetições" dos
gentios. Seria uma incoerência. O seu propósito é revelar os pontos principais
que dão forma ao conteúdo da oração cristã. Ela não é uma oração universal, mas
se destina exclusivamente àqueles que podem reconhecer a Deus como Pai, por
intermédio de Jesus Cristo. A oração do crente, sincera e completa em seu
objetivo, traz em si estes aspectos:
·
Reconhecimento da soberania divina (Pai nosso, que estás
nos céus,);
·
Reconhecimento da santidade divina (santificado seja o
teu nome);
·
Reconhecimento da vinda do reino no presente e sua
implantação no futuro (venha o teu reino);
·
Submissão sincera à vontade divina (faça-se a tua
vontade, assim na terra como no céu)
·
Reconhecimento que é Deus quem supre as nossas necessidades
pessoais (o pão nosso de cada dia dá-nos hoje);
·
Reconhecimento de que somos pecadores e carecemos do perdão
divino (e perdoa-nos as nossas dívidas);
·
Disposição de perdoar para receber perdão (assim como nós
temos perdoado aos nossos devedores);
·
Proteção contra a tentação e as ações malignas (e não nos
deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal);
·
Desprendimento para adorar a Deus em sua glória (pois
teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!).
O “AMÉM”
Para muitos cristãos,
hoje, a palavra “amém” se tornou um tipo de campainha verbal para dar sinal do
fim de uma oração pública. Que infelicidade!
A palavra amém não
vem de nossa língua. Ela vem de uma palavra hebraica que significa “apoiar” ou
“estar firme”. A partir desta idéia inicial, ela veio a ser usada no sentido de
“verdadeiro, fiel, ou certo”. No começo de uma frase, o “amém” dá força à
verdade dessa afirmação, como quando Jesus diz: “Em verdade, em verdade” ou
“amém, amém, te digo...” (João 3:3). No fim de uma
declaração, ela dá confirmação, significando “será assim” ou “que seja assim”.
Exemplos bíblicos do
uso da palavra amém: Dt 27:15-26; 1 Cr
16:36; Ne 5:13; Ne 8:16; 1 Co 14:16.
Pela declaração de
Paulo em 1 Co 14:16, é evidente que deste modo os cristãos primitivos
participavam ativamente das orações públicas. Tendo prestado atenção cuidadosa
às palavras do irmão que estava orando, eles faziam da oração dele a sua
própria, dizendo “amém, assim seja”. Eles não eram espectadores distraídos numa
apresentação pública. Eles estavam envolvidos ativamente e comprometidos. Eles
tinham que entender a oração para que pudessem dizer “amém” honestamente, com
confiança.
Declamar a palavra
“amém” não fará de nós, o tipo do adorador que deveríamos ser, mas pode ajudar
a mudar nosso espírito de espectador.
ARMAS
DE COMBATE E RECURSOS NA ORAÇÃO
1. O NOME DE JESUS CRISTO
Ao nome de Jesus todo joelho tem que dobrar. Ele tanto nos
ordenou ir a Deus levando nossas orações em Seu nome (Jo. 14:13,14), como nos
deu autoridade de enfrentar Satanás também em Seu nome (Mc. 16:17). Jesus é a
porta que nos abre os tesouros da graça e tranca os poderes do inferno. Orar em
nome de Jesus não é simplesmente encerrar a oração com a frase “em nome de
Jesus, amém”. Pedir no nome de Jesus, é o mesmo que você chegar ao banco do céu
com um cheque assinado por Jesus (com o nome de Jesus); assim, ser-lhe--á
concedido o seu pedido.
2. ORAÇÃO E JEJUM
O jejum é uma das mais
eficazes ferramentas espirituais quando relacionado com a oração. Princípios
importantes sobre o Jejum:
1°
Passo: Defina o seu Objetivo - Por que você
está jejuando? É para a sua renovação espiritual, por direção, cura, solução
dos problemas, graça especial para enfrentar uma situação difícil? Peça ao
Espírito Santo que mostre claramente a sua direção e os objetivos para o seu
jejum e oração.
2°
Passo: Faça o seu Compromisso - Ore sobre o
tipo de jejum que você deve adotar. Jesus deu a entender que todos os seus
seguidores deveriam jejuar (Mateus 6.16-18; 9.14,15). Defina: qual será a
duração do seu jejum - uma refeição, um dia, uma semana, quarenta dias (os
iniciantes devem começar lentamente, até alcançar jejuns mais prolongados); que
tipo de jejum Deus quer que você adote: de água, apenas, ou de água e sucos; de
comida; de ambos; que atividades físicas ou sociais você irá restringir-se; quanto
tempo por dia você dedicará à oração e Palavra de Deus.
3°
Passo: Prepare-se Espiritualmente - O fundamento básico do jejum e oração é o
arrependimento. Pecados não confessados irão bloquear as suas orações.
4°
Passo: Prepare-se Fisicamente - Jejum requer precauções conscientes. Consulte o seu médico em
primeiro lugar, especialmente se você toma alguma medicação ou tem uma
enfermidade crônica. Algumas pessoas nunca devem jejuar sem a supervisão de um
profissional.
ANTES DE JEJUAR
Não comece o seu jejum abruptamente. Prepare o seu
corpo. Coma pequenas refeições antes de começar o jejum. Evite alimentos de
alto teor de gordura e açúcar, prefira frutas e verduras cruas.
ENQUANTO VOCÊ JEJUAR.
a) Evite medicações, mesmo as medicações a base de ervas naturais e
homeopáticas. As medicações habituais
devem ser retiradas apenas com a supervisão do seu médico.
b) Limite as suas
atividades.
c) Exercite-se
moderadamente.
d) Descanse o máximo que o
seu horário permitir.
e) Prepare-se para um
período de desconforto mental temporário como: impaciência, irritabilidade e
ansiedade.
f) Espere algum desconforto
físico, especialmente no segundo dia. Você poderá ter breves dores causadas
pela fome, tonturas ou algo "esquisito". A retirada de café e açúcar
pode causar cefaléia. O mal estar físico pode incluir fraqueza, cansaço ou
sonolência. Os primeiros dois ou três dias são geralmente os mais difíceis. A
partir do momento que você prossegue com o jejum, você irá experimentar uma
sensação de bem-estar, tanto físico como espiritual. Quando sentir a
"dor-de-fome", aumente a ingestão de líquidos.
g) Se estiver
ingerindo sucos ou líquidos, evite bebidas com cafeína. Evite também os
chicletes ou mentolados, mesmo que o seu hálito esteja ruim. Eles estimulam a
ação digestiva do seu estômago.
5º
Passo: Mantenha-se no Programa - para um aproveitamento espiritual máximo, separe bastante tempo para
estar sozinho com o Senhor. Ouça a sua direção. Quanto mais tempo você passa
com Ele, mais significativo será o seu jejum.
6°
Passo: Termine o Jejum gradualmente - Primeiro tenha um momento de oração,
“entregando” a Deus o seu jejum e consagrando ao Senhor aquele período que
passou. Depois, comece a comer gradualmente. Não coma comidas sólidas
imediatamente após o seu jejum. A introdução súbita de alimentos sólidos no seu
estômago após um período prolongado de jejum irá causar conseqüências negativas
ou até mesmo perigosas.
7° Passo: Espere os resultados -
Se você se humilhar sinceramente perante o Senhor, arrepender-se, orar e
procurar a face de Deus; se você meditar consistentemente na Sua Palavra, você
irá experimentar uma percepção maior da Sua presença (João 14.21). O Senhor irá
dar um vigoroso e novo discernimento espiritual. Sua confiança e fé em Deus
irão se fortalecer. Você se sentirá mentalmente, espiritualmente e fisicamente
renovado. Você verá respostas para as suas orações. Um único jejum entretanto,
não é um remédio "cura-tudo" espiritual. Assim como precisamos de um
novo enchimento do Santo Espírito diariamente, nós também precisamos de novos
períodos de jejum perante Deus. Um jejum de 24 horas cada semana tem sido
altamente recompensador para muitos cristãos. Leva tempo para fortalecer seu
músculo do jejum espiritual. Se você falhar em fortalecê-lo no primeiro jejum,
não desanime. Assim que possível, submeta-se a um outro jejum até que seja bem
sucedido. Deus haverá de honrá-lo pela sua fidelidade.
3. ORANDO A PALAVRA (respaldando a oração com o que está
escrito).
Toda oração, para que alcance seu efeito, tem que ser
respaldada pela Palavra. Quem ora a Palavra, já começa com a resposta. Num
julgamento, o advogado da acusação não tem chance de condenar, se você estiver
dentro da Lei. Igualmente o Diabo não tem condições de roubar as suas bênçãos,
se você apresenta suas orações de acordo com a Palavra. Logo, a Palavra é uma
tremenda arma da oração e um recurso efetivo.
4. A AUTORIDADE DE LIGAR E DESLIGAR - Mt. 18:18
A oração tem duas facetas: o encontro com Deus e a oposição
satânica. O adversário sempre tenta roubar nossas bênçãos e se interpor no caminho
entre nós e o Pai. Ligar e desligar fala da autoridade que temos em Cristo para
resistir às forças que se nos opõem na vida de oração.
5. ORAR NO ESPÍRITO (oração em línguas) – 1 Co 14:2-4, 13-19
O Espírito conhece a vontade de Deus, e é Ele quem nos dá
consciência da Sua presença. Nem sempre sabemos orar como convém, todavia o
Espírito conhece todas as coisas, portanto se oramos movidos pelo Espírito,
oramos bem. Existem aqui dois aspectos: Um é aquela dependência do Espírito,
quando Ele se moveem nós. Outro é quando oramos em línguas, conforme o
próprio Espírito nos concede.
6. ORAÇÕES EM
VIGÍLIA
Quando oramos durante três horas, fazemos uma vigília.
Existem vigílias seqüenciadas, feitas durante a madrugada, uma após outra; ou
de uma semana, um mês, um ano, cada uma feita em três horas cada dia. Podem ser
diurnas ou noturnas. As que mais dão resultados são aquelas nas quais abrimos
mão dos nossos direitos de descanso. A Bíblia diz que aqueles que buscam o
Senhor de madrugada, esses O encontram (Pv 8.17). Para muitas pessoas o que
mais pesa na vigília é a quantidade de tempo que se dispõe para orar, porém é a
qualidade dessa oração que tem peso maior. É preciso um treinamento na oração e
leitura da Bíblia. Se não tivermos esse hábito, todas as vezes que fizermos uma
vigília sentiremos sono, dor de cabeça, etc. O importante é disciplinar a
carne.
7. ATOS PROFÉTICOS
O ato profético é um tipo de oração programada/planejada.
Busca-se a ação de Deus em determinada situação ou lugar, no presente ou no
futuro, de acordo com a Sua orientação explícita.
Exemplos bíblicos do uso de símbolos em atos proféticos:
a) ÓLEO – unção. O azeite é usado na Bíblia como símbolo do
Espírito Santo, e a unção com óleo é usado em atos de consagração, libertação
ou cura. Ex 30:22-31; Lv 8:10-12; Mc
6:12-13; Tg 5:13-15.
b) ÁGUA – purificação. A aspersão com água era usada como
símbolo de arrependimento e purificação. 1 Sm 7:6 e Ez 36:25.
c) SAL – aliança. Lv 2:13; Nm 18.19; 2 Cr 13.5; 2 Re
2.10-21; Mt 5.13
d) MANTO – presença do Espírito Santo. Nm 15.37-39; 1 Re
19.19-20; 2 Re 2.8-15; 1 Co 11.15
e) CABELO – o voto de raspar o cabelo simbolizava
humilhação, assim como vestir-se com panos de saco ou colocar cinzas sobre a
cabeça. At 18.9-18; 21.23-24.
f) RODEAR A CIDADE – demonstração de conquista, autoridade.
Js 6:3.
g) NÚMEROS – na Bíblia, várias vezes, um determinado número
tem um significado especial. Cada letra
hebraica corresponde a um valor numérico. Vários fatos bíblicos acontecem em
tempos simbólicos. O propósito é dar ênfase. Os mais comuns são: 1, 3, 4, 7,
10, 12, 21, 40, 50 e 70.
* IMPORTANTE: não há um mandamento bíblico para o uso de
símbolos proféticos, mas também não existe proibição para tal. É preciso sempre
procurar seguir a direção de Deus, ter discernimento, bom senso, e ficar com 1
Co 14:40 – ordem e decência.
8. ORAÇÃO DE QUEBRA
DE MALDIÇÃO
Para se fazer esse tipo de oração antes é preciso conhecer a
vida da pessoa: quem é, de onde veio, por onde passou, se fez algum pacto, em
que idolatria e feitiçaria se envolveu, etc. É uma pesquisa integral que tem
como objetivo esclarecer a situação atual da pessoa, para que saibamos como
orar e libertar, no nome de Jesus, a pessoa de cada amarra maligna na sua vida.
Arrependimento e confissão geram libertação: Pv 28.13, 1 Jo 1.9.
É fundamental levar a pessoa a orar, renunciar e rejeitar a
ação maligna, com base em Is 10:27. Isso só deve ser feito por seu líder,
discipulador ou pastor.
CONCLUSÃO
Somente
através da oração podemos estreitar nossa comunhão com o Pai Celestial, e
crescer em intimidade com Ele. A oração transforma, purifica, santifica,
alegra, capacita, ilumina, consola, restaura... Não limite seu tempo de oração
apenas pedindo coisas a Deus, mas aprenda a deleitar-se na presença Dele, assim
como Ele tem prazer em estar com você.
Relacionar-se
com Deus através da oração é uma das mais tremendas experiências que um ser
humano pode experimentar. Poder falar com o Criador do Universo, ter a certeza
de que Ele está ouvindo e entendendo exatamente tudo o que você está dizendo, e
ainda poder ouvir a sua doce voz, tudo isso é um privilégio indescritível e
imensurável.
Faça da
oração o seu estilo de vida, e usufrua das bênçãos dessa gloriosa aventura.
3ª
Igreja Batista de Marília
Ministério de Educação Cristã
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
1º Trimestre/2009
Este material é destinado
unicamente para uso pessoal e não deve ser exposto publicamente em outras
páginas da web. Pode-se, contudo, coligar este site para servir como referência
destas mensagens. É permitido baixar este arquivo, copiar, imprimir e
distribuir este material, desde que seja citada a fonte.
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O QUE A BÍBLIA DIZSOBRE ASTROLOGIA
“Não permitam
que haja entre vocês... alguém que pratique adivinhação, ou se dedique à magia,
ou faça presságios, ou pratique feitiçaria... o Senhor tem repugnância por quem
pratica essas coisas...”(Dt 18:10-12)
A astrologia é definida como
"a arte ou prática de tentar predizer o futuro ou o conhecimento por meios
ocultos". A astrologia portanto, é uma prática oculta e Deus abomina
qualquer tipo de ocultismo. A adivinhação
também é uma abominação para Deus, pois leva a pessoa a ter contato com maus
espíritos chamados de demônios. Observe o que diz a palavra do Senhor: “Entre
ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem
adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador,
nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os
mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR”. (Dt 18.10-12). Leia
também: 1 Co 10:20.
Além
disso, a astrologia também é inútil - Várias pesquisas
sérias foram feitas
sobre a relação entre signo e personalidade (por exemplo: "Leão" é
forte, dominante, "Touro" é indeciso, tímido...); e também sobre a
durabilidade de casamento entre casais de “signos compatíveis”. Todos os
resultados comprovaram que não há absolutamente nada que indique que os signos
influem em nossa vida. Além disso, depoimentos de pessoas que já trabalharam na
redação do Jornal O Globo, confirmaram que, diariamente, os próprios
funcionários faziam um sorteio de ”previsões” para cada signo, ou eles mesmos
aleatoriamente inventavam alguma coisa que poderia acontecer com qualquer um: “hoje você vai conhecer alguém”, “dia ideal
para mudanças”, etc... Portanto, tolo é aquele que perde seu tempo com
essas coisas.
Finalmente,
a astrologia é um tipo de idolatria - a Bíblia repudia a astrologia por levar
as pessoas à terrível transferência de sua lealdade ao infinito Deus do
Universo para as coisas que Ele criou: os astros.
A
Bíblia ensina que a astrologia é algo tão mau que sua simples presença indica
que o juízo de Deus já ocorreu (At 7.42-43). Outros textos sobre este assunto:
(Dt 4.19; 17.1-5; 2 Re 17.16; 23.5; Dn 5.23; Jr 8.2).
Nossas
vidas estão nas mãos de Deus, e não nas estrelas. Aos que estão buscando
direção para suas vidas, Jesus convida: "Eu sou o caminho, a verdade e a
vida". (João 14:6).
"...Deixe seus
astrólogos se apresentarem, aqueles fitadores de estrelas que fazem predições
de mês a mês... sem dúvida eles são como o restolho; o fogo os consumirá. Eles
não podem nem mesmo salvar-se do poder das chamas..." Isaías 47:13-14
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
* É permitido copiar,
imprimir e distribuir este arquivo, desde que explicite a autoria e fonte do
mesmo.
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O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE
AUTORIDADE ESPIRITUAL
“Porque a
rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria...”
(I Sm 15:23)
Deus
nos chama não só para receber a Sua vida através da fé, mas para manter Sua
autoridade através da submissão às pessoas que Ele mesmo estabeleceu como
liderança sobre nossas vidas: Veja o que diz Romanos 13:1-7:
“Toda a alma esteja
sujeita às autoridades; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as
autoridades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade
resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a
condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para
as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela.
Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois
não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar
o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente
pelo castigo, mas também pela consciência. Por esta razão também pagais
tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.
Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto,
imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.”
A
igreja é um lugar onde essa obediência deve ser exercitada. Sabemos que todos
os dons e ministérios exercidos na igreja são igualmente necessários e
importantes no Reino de Deus, no entanto, algumas funções tem o objetivo de
liderar, coordenar, orientar, organizar, ir na frente: pastores, diáconos,
professores, líderes de ministério, dirigentes de grupo (Ef 4:11-12)... As
pessoas que, pela graça, ocupam tais funções, tem autoridade espiritual sobre
os demais. Reconhecer esta autoridade é um exercício que nos ajuda a nos
submeter à autoridade de Deus.
Vejamos
alguns textos bíblicos que mostram tal princípio. Leia Levítico 10:1-2: o
significado do fogo estranho aqui é o de servir sem obedecer a uma autoridade.
Números 12:1-5, fala do desrespeito de Arão e Miriã para com Moisés: Deus o
defende, pois eles estavam falando não do homem Moisés, mas da autoridade de
Moisés. Números 16, nos fala da rebelião de Coré, Datã e Abirão: eles não
tinham a menor intenção de se rebelar contra
Deus, mas desprezaram Moisés e Arão; o Senhor então fez com que a terra abrisse
a sua boca e eles desceram vivos ao abismo... O pecado de rebelião é muito
sério pois, aos olhos de Deus, aqueles que rejeitam seus servos, o rejeitam.
Quando
o reino de Israel foi estabelecido, o rei Saul foi ungido por Deus. Davi, mesmo
tendo a promessa de que um dia seria o rei de Israel, não antecipou os
acontecimentos, antes disse: “O Senhor me guarde, de que eu estenda a mão
contra o seu ungido.” (I Sm. 26:11). Davi sabia que se estendesse as suas mãos contra Saul, estaria
se rebelando não contra Saul, mas contra a unção que Deus havia dado a ele. Eis
um homem que sabia realmente se posicionar debaixo da autoridade do Senhor...
Leia cuidadosamente outros textos que falam sobre a seriedade deste assunto: I
Sm 15:22, Rm. 11:29, Fp 2:5-11, I Ts 5:12-13, At 15.
Todo
cristão deve ser sensível em dois pontos: com o pecado e com a autoridade. Onde
quer que você vá, pergunte: “- A quem
devo obedecer?” Ao tomar consciência da autoridade em sua vida, você será
capaz de perceber a autoridade de Deus em toda parte. E lembre-se: rejeitar uma
autoridade delegada é afrontar diretamente a Deus.
“Obedecei
a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como
aqueles que hão de dar conta delas” (Hb
13:17)
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
* É permitido copiar,
imprimir e distribuir este arquivo, desde que explicite a autoria e fonte do
mesmo.
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DA VINCI, JUDAS
E OS IGNORANTES...
“Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias
virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências. Eles
voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade
existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água
subsiste.” (I Pe 3:3,5)
O tempo profético chamado de “últimos dias” foi
inaugurado na descida do Espírito Santo, cinqüenta dias depois da crucificação
de Cristo (At 2:14-17), ou seja, há 2000 anos atrás. Desde o início dos
“últimos dias”, têm surgido falsos profetas que fundamentam suas doutrinas em
histórias e fantasias ligadas à figura de Jesus Cristo. Isso não é algo novo. O
gnosticismo, por exemplo, foi um movimento muito forte e popular dos séculos 2
e 3. Basicamente, eles negavam a divindade de Jesus, reduzindo-o à condição de
um “ser humano iluminado” e exaltavam a figura de lúcifer, definindo-o como a
força do mal responsável por trazer equilíbrio ao mundo. Os gnósticos, bastante
influenciados pela filosofia grega, mantinham crenças extremamente místicas e
esotéricas e escreveram suas próprias “bíblias”, conhecidas atualmente como os
“evangelhos gnósticos”. O conteúdo de
tais “evangelhos”, embora tenham sido produzidos na mesma época do Novo Testamento,
é totalmente contrário aos ensinamentos das Escrituras Sagradas, além de
possuírem várias contradições e graves erros históricos e geográficos.
Desde os tempos gnósticos até a presente era,
têm surgido inúmeras fábulas envolvendo Jesus, com o objetivo diabólico de
tentar desmoralizá-lo. Seus “evangelhos” mostram um Jesus homem, que foi tirado
da cruz ainda vivo, e fugiu para a Índia onde se casou e teve filhos. Esta
mirabolante e criativa estória têm muitas variantes, mas a essência geralmente
permanece a mesma. Até hoje, muitas pessoas ainda acreditam nessas heresias,
duvidando do verdadeiro Evangelho e rejeitando a vinda do Messias Jesus. Os
filmes “Jesus Cristo Superstar” e “A última tentação de Cristo”, e o livro “O
Santo Graal e a Linhagem Sagrada” são alguns exemplos de como essas estórias
estapafúrdias e desprovidas de nexo despertam a curiosidade, geram discussão e
sempre ganham novos adeptos.
O CÓDIGO DA VINCI
O alarmismo da mídia e o desejo ávido de alguns
por lucro e fama somados à ignorância do povo são os ingredientes necessários
para que alguns assuntos ganhem desmerecidamente repercussão nacional. Assim
tem sido com o livro “O Código Da Vinci”, cujo autor Dan Brown
classifica como uma mistura entre ficção e realidade. A obra se transformou num
verdadeiro best seller, vendeu milhões de cópias e agora está sendo lançado em
filme. O referido “romance” faz menção a códigos ocultos nas obras de Leonardo
da Vinci, que pintou "Mona Lisa" e "A Última Ceia". Segundo
o livro, os supostos códigos e alguns documentos (que nunca existiram de
verdade) revelam os grandes segredos do cristianismo: que Deus seria uma
mulher, Jesus teria descendentes e que Maria Madalena seria divina. Como se não
bastasse tanta bobagem, o livro descreve os Evangelhos do Novo Testamento como
produtos machistas que teriam procurado reinventar o Cristianismo para oprimir
as mulheres, exaltar o homem e reprimir a adoração à deusa.
O EVANGELHO DE JUDAS
Outra tentativa de perverter o Evangelho de
Cristo, foi a distorcida ênfase dada para a descoberta do “Evangelho de Judas”,
perdido há mais de 1.600 anos. A inescrupulosa mídia apresentou o tal
“evangelho” ao mundo como uma grande “novidade”, e uma “séria ameaça” ao
cristianismo. Na verdade, todo cientista sério sabe que os evangelhos gnósticos
não são novidade.
O famoso evangelho recém descoberto foi escrito
em copta (um antigo idioma egípcio) no séc. 4, e seria a cópia de um texto
composto por uma comunidade gnóstica, em grego, provavelmente no séc. 2. Este
manuscrito de 66 páginas narra uma visão totalmente distorcida da Palavra de
Deus, mostrando um universo governado por anjos, luminares e seres espirituais,
onde Deus não tem um papel significativo e Judas fez um favor para Jesus
livrando-o do corpo que prendia seu espírito...
São tantas e tamanhas as aberrações que ninguém em sã consciência
ousaria dar crédito a seu conteúdo, tampouco considerá-lo como provável texto
canônico. Segundo James Robinson (grande cientista, especialista em manuscritos
antigos), “como típico evangelho gnóstica do século 2, o texto não nos diz nada
sobre o Judas ou o Jesus históricos.” Stephen Emmel, outro grande estudioso do
assunto, completa afirmando que o único valor do Evangelho de Judas “está nas
informações que traz sobre o gnosticismo”.
“EU QUERO É DEUS!!!”
Reinvenções distorcidas do cristianismo surgem e
pouco tempo depois se vão, mas Jesus Cristo não muda! Sabemos que terra e céu
passarão, mas as Palavras de Deus permanecerão eternamente. Como filhos desse
Deus soberano e imutável, quero convidar você a tomar algumas posições:
·
Procure se manter informado. Saber o que está acontecendo no mundo
é uma importante estratégia para levar a mensagem do verdadeiro evangelho a uma
sociedade que clama por respostas (I Pe 3:15). MAS ATENÇÃO: comprar esses livros
ou assistir a seus filmes (locação ou cinema), é uma forma indireta de
contribuir financeiramente com as pessoas ou organizações responsáveis por tudo
isso...
·
Não negocie seus valores (Gl 1:8). “A verdadeira história do
Evangelho ainda é a maior história que já foi contada! Os ensinamentos de Jesus
Cristo sempre foram e sempre serão superiores a qualquer coisa que o mundo
venha a oferecer” (Dr. Ed Hindson, assessor do reitor da Liberty University nos
EUA).
·
Não se alarme com anúncios de “novas descobertas” sobre Jesus.
Tudo o que contradiz o ensino bíblico é mentira, portanto, por si mesmo não se
sustentará (At 5:38-39).
·
Leia a Bíblia, estude a Bíblia, memorize a Bíblia, medite na
Bíblia. Conhecer bem a Palavra de Deus é fundamental para argumentar contra as
heresias (Os 4:6).
·
E não se esqueça: SÓ O SENHOR É DEUS! O RESTO... É BAAL (I Re
18:19-39)
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
* É permitido copiar,
imprimir e distribuir este arquivo, desde que explicite a autoria e fonte do
mesmo.
Sugestão: Leia mais sobre
este assunto na revista “Galileu”, da editora Globo,
edição de maio/2006 e no
site http://www.chamada.com.br/mensagens
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O QUE A BÍBLIA DIZ
SOBRE DIVÓRCIO
"...o homem
deixará pai e mãe e se unirá à sua
mulher, e eles se tornarão uma só carne" (Gn 2:24)
"Não agüento mais conviver com ele(a)!" Esta frase, infelizmente tem se tornado
muito freqüente. Ela vem de casais, que após várias discussões, brigas e
tentativas de salvar o casamento, entregam os pontos e partem rumo à separação.
O pensamento correto
sobre a natureza do casamento dá o alicerce para sabermos o que Deus pensa do
divórcio. Primeiramente precisamos compreender que o casamento é uma
instituição que nasceu no coração de Deus. Veja o que diz o profeta Malaquias:
“Porque o SENHOR foi testemunha
entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a
tua companheira, e a mulher da tua aliança” (Ml 2:14). Casamento é uma aliança, e quando alguém
entra numa aliança, assume um inescapável compromisso.
Se o nosso Deus é um
Deus de aliança, e Ele não quebra nem permite quebra de aliança, também não
permite que o casamento seja quebrado (Ml 2:16)
Em Mt. 19:1-9 Jesus
diz que o divórcio é o resultado da dureza do coração, é um atestado do pecado
humano. Mesmo no caso de adultério (único caso onde o divórcio é permitido),
devemos perceber que o caminho de Deus não é a separação, mas o perdão. O
divórcio neste caso, embora permitido, não é Seu desejo.
A melhor maneira para
se evitar o divórcio é combater suas causas: cuide de sua vida espiritual e
comece a levar Jesus para dentro de seu casamento, aprenda a perdoar ao invés
de guardar ressentimentos, esteja disposto a promover mudanças significativas
em seu relacionamento, ao invés de cobrar mudanças, e tome a decisão de amar
seu cônjuge.
O divórcio não
oferece uma oportunidade fácil de começar uma vida nova. Lembre-se que sempre
que desobedecemos a Deus sofremos conseqüências desastrosas. Você leva
cicatrizes do divórcio consigo para sempre.
É possível ter um
casamento bem sucedido e abençoado. O caminho nem sempre é tão simples, mas
sempre vale a pena, pois Deus estará a nosso favor.
"Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus
ajuntou,
não o separe o homem." Mt
19:6
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
* É permitido copiar,
imprimir e distribuir este arquivo, desde que explicite a autoria e fonte do
mesmo.
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O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE
FALSOS PROFETAS
Guardai-vos dos falsos
profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos
devoradores. Mt 7.15
Toda
pessoa que abraça a fé cristã tem um grande desafio pela frente: aprender a
caminhar no terreno dos milagres e prodígios sem se deixar levar pelo falso: “Amados,
não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque
já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” (I Jo 4:1); “Porque surgirão falsos
cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios” (Mt 24:24).
Quando
Jesus alertou sobre os falsos profetas, disse que eles se apresentam
disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Ou seja, não se
pode distinguir o falso pelo exterior, então, disse Jesus, atente para os
frutos! Por que os frutos? Porque o lobo acabará mostrando sua verdadeira
natureza. Mas fruto não é algo que se vê da noite para o dia. Fruto demora, às
vezes, anos! O falso não é falso pela mensagem que prega, mas pela vida que
vive!
Outra
marca do falso profeta, é que este faz milagres em nome de Jesus, e prega o que
é verdadeiro, mas usa isso para induzir as pessoas ao erro (Mt 7:22-23; II Pe
2:1). O evangelho que se oferece é o do prazer, do contentamento, da riqueza,
da aquisição material... Não mais o evangelho da cruz!
As
pessoas são convencidas pelo milagre que viram a darem mais dinheiro e a
fazerem compromissos e votos, pensando que dessa forma Deus as enriquecerá!
Você
é induzido a dar mais e mais ofertas para receber mais de Deus? Então você está
seguindo um falso profeta! Porque o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo é de
poder, de milagres e prodígios, mas leva a pessoa a abandonar seus pecados, a
confessar-se e humilhar-se diante de Deus, disposta até mesmo a ficar pobre, se
necessário, para entrar no reino dos céus! Por que estamos servindo a Deus?
Queremos ser ricos e prósperos? Se você foi induzido a crer assim, então foi
enganado por um falso profeta!
Deus
permite a existência dos falsos profetas para provar as intenções do coração
humano! Ele quer saber se você o serve porque o ama, e o quer como seu
verdadeiro Deus; ou se você o serve apenas por interesse pessoal: “Não
ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR
vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso
coração, e com toda a vossa alma.” (Dt 13.3).
A
única forma de se discernir o verdadeiro do falso profeta é através da palavra
de Deus! Leia a Bíblia, estude, medite, conheça suas verdades e doutrinas, e
assim você conseguirá identificar o falso de longe...
“E
aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem
insensato, que edificou a sua casa sobre a areia” (Mt 7:26)
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
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O QUE A BÍBLIA
DIZ SOBRE ''HALLOWEEN''
A
tentativa de fazer com que o dia 31 de Outubro entre para o nosso calendário
como “Dia das Bruxas” está, infelizmente, caminhando a passos largos. Ano após
ano, escolas, clubes e outros grupos aproveitam a data para “comemorar” o
Halloween utilizando-se de fantasias de bruxas, fantasmas e duendes, com
abóboras e mamões transformados em caveiras...
Neste contexto, de um modo geral, surgem duas visões
divergentes a este respeito: de um lado, há os que pregam veementemente contra
esta comemoração, acusando-a de ser uma festa satânica, e de outro há os que acreditam se tratar de
uma celebração inocente, sem nenhum mal. Como cristãos, acreditamos que nossa
referência é a Palavra de Deus. Portanto, neste estudo vamos procurar
estabelecer alguns princípios bíblicos para a viabilidade ou não das festas de
Halloween.
Um pouco de História: A
comemoração do Halloween teve início na Irlanda, há mais de 3 mil anos, no
chamado Samhain - festival da colheita dos celtas. Os Druidas (magos
celtas) acreditavam que nessa noite a janela que separava o mundo dos vivos do
mundo dos mortos desaparecia, e as almas dos mortos regressavam numa visita aos
lares terrenos. Para manter esses espíritos contentes e afastar os maus
espíritos de seus lares os celtas deixavam comida e doces na parte de fora de
suas casas, e realizavam rituais com sacrifícios humanos.
Significado espiritual: Em
nossos dias, tanto no calendário pagão (movimento neo-pagão), como na bruxaria
e no satanismo (adeptos da Igreja Mundial de Satanás), o Halloween é a data
mais importante do ano. Rituais para invocação de espíritos, comunicação com os
mortos, adivinhações, e até mesmo a adoração e evocação do próprio Satanás são
realizados de maneira pródiga neste dia.
Conseqüências: Embora
muitos defendam o Halloween como uma festa folclórica da cultura
norte-americana, e o comércio incentive a comemoração visando tirar proveito
dela, não podemos fechar os olhos para as nefastas conseqüências que esta
“comemoração” traz para as pessoas e para a nossa nação. Vamos enumerar
algumas:
1) Todos os
valores enaltecidos nas festas de Halloween são contrários à boa, agradável e
perfeita vontade de Deus para as nossas vidas:
·
Morte è “Todos os que me aborrecem amam a
morte.” (Provérbios 8:36)
·
Bruxaria e Feitiçaria è “Não
permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou
a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça
presságios, ou pratique feitiçaria...” (Deuteronômio 18:10)
·
Comunicação com os mortos è “Não
permitam que se ache alguém entre vocês que faça encantamentos; que seja
médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância
por quem pratica essas coisas” (Deuteronômio 18:11-12)
·
Ocultismo è “E não comuniqueis com as obras
infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em
oculto até dizê-lo é torpe.” (Efésios 5:11-12)
2)
Embora muitos participem de tais comemorações de
maneira inocente e lúdica, sem o objetivo de adorar a Satanás, indiretamente
estarão fazendo isso. Observe as palavras do próprio Jesus Cristo: “Ninguém
pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se
dedicará a um e desprezará o outro” (Mateus 6:24); "Quem não é por
mim é contra mim." (Mateus 12:30).
3) A
popularização de figuras como bruxas, feiticeiros, duendes, caveiras e
espíritos malignos presentes no Halloween, faz com que, a médio e longo prazo,
crianças e adultos, não só aceitem tais figuras e valores, mas as amem! É uma
espécie de condicionamento através do qual, as pessoas passam a amar e a
admirar os valores satânicos, tão abomináveis diante de Deus. "Aquilo que
uma geração tolera, a próxima adota como estilo de vida normal". O contato
constante com estes valores afeta nossa sensibilidade de tal maneira que, o que
antes parecia feio e errado, nos pareça normal e aceitável. Assim, ao sermos
coniventes com esta “festa”, estaremos condenando as próximas gerações a
aceitarem como corretos e aprazíveis os componentes do Reino das Trevas: “Ai
dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz
trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” Isaías 5:20.
CONCLUSÃO:
Embora nem
todos tenham consciência disso, uma tremenda guerra espiritual está ocorrendo
bem acima de nossas cabeças, e o Halloween é uma das estratégias do Diabo e
suas Hostes espirituais para tentar enaltecer e popularizar as obras das
trevas. Cabe a cada um de nós demonstrar verdadeiro repúdio a esta maldita
celebração importada dos EUA. Como disse Eddy Andrade Pinos, diretor regional
da Cultura no Equador há alguns anos atrás: "Nada temos que fazer com
bruxas nem abóboras, tampouco enganar as crianças com contos de bruxas"...
Também nenhuma escola pode obrigar seus alunos a participarem destas festas,
uma vez que ultrapassam o campo cultural e acadêmico, e violam princípios
cristãos. Por isso, por amor a Jesus, não tomem parte destas coisas! “Porque
outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor; vivam como filhos da
luz e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor” (Efesios
5:8, 10)
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
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mesmo.
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O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE
JOGOS DE AZAR
“Ninguém
busque o proveito próprio, antes cada um o que é de outrem"(I Co 10:24)
Jogos de azar são atividades que dependem
do acaso. A finalidade é de lucro ou ganho, sem trabalho nem inteligência.
Neste tipo de jogo, todos contribuem com dinheiro para que um, ou poucos,
possam ganhá-lo. Qualquer tipo de jogo que se enquadre neste princípio, é um
“jogo de azar”: as várias modalidades de Loteria, Apostas,
Raspadinhas, Jogo do Bicho, Bingos, Caça-níqueis, etc... Os jogos de azar são responsáveis por muitos males sociais,
emocionais e jurídicos no povo. Há pessoas que são cativadas pelo vício de
jogar e passam a vida toda jogando sem nunca ganhar.
A Bíblia diferencia o lícito e do conveniente (I Co
6:12), isto é, algumas práticas podem ser legalizadas, mas nem sempre a lei é
moral e está de acordo com os princípios de Deus. E Filipenses 4:8 nos dá
algumas “regras” para nortear nossas decisões e atitudes, vamos analisar os
Jogos de Azar mediante tais versículos:
“Tudo
o que é verdadeiro...” Está mais do que provado que os resultados dos jogos de azar são
manipulados para que seus donos sempre saiam lucrando. São atividades escusas e
ilusórias.
"Tudo o que é honesto..." Seria honesto eu participar
de um esquema que vicia pessoas? Seria honesto eu contribuir para que os donos
do jogo financiem o tráfico de drogas e armas?
"Tudo o que é justo...". Ora, é justo que eu deseje
que o meu próximo perca e eu ganhe?
"Se há alguma virtude..." Há virtude num esquema em
que todos querem ganhar mas só um ganha?
“Se há algum louvor...” Há algum louvor pela
inteligência especial do ganhador ou por sua habilidade?
Conclusão:
Se não há nada disso, não devo colocar nisso o meu coração.
No
caso das populares Rifas com objetivo
de angariar fundos para algum evento, sabemos que a causa é nobre, mas o
princípio é o mesmo dos jogos de azar. Melhor seria encontrar uma alternativa
mais saudável de se conseguir verba.
Alguns
estabelecimentos comerciais fazem promoção de seus negócios, oferecendo prêmios.
Geralmente, mediante compras realizadas, os clientes recebem cupons numerados
que serão sorteados. Nestes Sorteios
Promocionais, ninguém está apostando dinheiro, assim, este tipo de
atividade é perfeitamente cabível. Porém, há pelo menos duas questões que devem
ser consideradas: (1) quando o sorteio é feito diretamente pelos promotores,
tudo fica bem, mas quando os promotores aproveitam o sorteio da loteria
oficial, aí pode haver uma questão ética a ser estudada; (2) mesmo tudo estando
bem, um crente não deve andar desesperado atrás de sorteios para tentar tirar
vantagens.
A
Bíblia está repleta de ensinamentos sobre prosperidade e bens materiais: a
bênção do Senhor é que enriquece (Pv 10:22); não devemos buscar as riquezas (Mt
6:19-20); o Senhor sabe do que precisamos (Mt. 6:31-34); se algo for adquirido
por meios ilícitos jamais trará bênção ao seu possuidor (I Sm 5:1-12); as
riquezas adquiridas sem trabalho não durarão (Pv 13:11); devemos gastar nosso
dinheiro somente em coisas úteis (Is 55:2); e o sustento deve ser fruto do
nosso trabalho e não da nossa “sorte” (II Ts 3:10).
Portanto...
“... procureis viver
quietos, tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias
mãos, como já vo-lo mandamos.” (I Ts 4:11)
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
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mesmo.
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O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE
MEDITAÇÃO TRANSCEDENTAL
“Quanto
amo a tua lei! Nela medito o dia todo"
(Sl
119:97)
A
vida acelerada e estressante talvez seja a característica mais marcante deste
início de século. As pessoas têm uma vida de qualidade precária como
conseqüência do corre-corre das obrigações que as cercam e do estresse da vida
moderna e eletrizante. As pessoas estão chegando ao limite da exaustão! O ser
humano quer paz e tranqüilidade! Portanto, está pronta a mente perfeita (o
palco perfeito) para a meditação esotérica entrar em cena, disfarçada de uma
super-técnica milenar que reivindica ser capaz de devolver a harmonia de viver.
A
meditação esotérica surgiu no Oriente. Ela faz parte do tripé do ocultismo
(meditação – iluminação – reencarnação). As metodologias e os tipos de
meditações místicas são as mais diversas: muitas vezes envolve a recitação de
mantras (sons aparentemente sem qualquer significado, mas que quase sempre são
nomes de divindades hindus ou budistas), taquipnéia (respiração acelerada)
forçada, yoga, e até gritos histéricos, esperneios e urros (meditação
dinâmica). O processo geralmente exige: uma postura correta, às vezes jejum de
algumas horas, longos períodos de silêncio, relaxar o pensamento (inicialmente
o praticante tem de esvaziar a mente), em seguida uma visualização (imaginar
estar em uma floresta, às margens de uma cachoeira, nas nuvens ou em qualquer
local que transmita tranqüilidade)
Sintetizando,
a meditação oriental (esotérica) tem dois passos: o primeiro é esvaziar a mente
da pessoa, e o segundo é direcionar essa mente vazia e desprotegida para a
busca de um suposto "Eu Superior". A meditação mística se apresenta
como uma técnica para relaxar e se "auto-conhecer". No entanto, na
verdade, esse tipo de meditação coloca o praticante na boca do lobo espiritual,
tornando-o presa fácil para o predador Satanás. Ela equivale a colocar um pé
nas profundezas das trevas, a cair em terreno movediço.
Não
interessa se a experiência mística vem através do uso de drogas, da prática de
yoga, canalização, mediunidade, hipnose, experiências de quase-morte,
cromoterapia ou de qualquer outra metodologia. O processo de buscar orientação
espiritual não no Deus da Bíblia, mas em um "deus" (ou "Eu
Superior") que alega-se estar dentro de cada ser humano, é uma ilusão
satânica.
Precisamos
entender que a Bíblia incentiva a meditação. No entanto, enquanto a meditação
esotérica é passiva, a meditação cristã é ativa. Meditação bíblica é processo
de “digerir” vagarosamente as verdades de Deus, nutrir pensamentos de louvor e
adoração ao Todo-Poderoso, meditar nas leis, obras, preceitos, palavra e pessoa
de Deus, o que envolve um pensamento concentrativo, dirigido. A meditação
mística cultua o próprio ser como uma manifestação interior de Deus. A meditação
bíblica estende-se ao exterior para um Deus transcendental que nos levanta
acima da nossa natureza interna pecaminosa para comungar com Ele através do
sangue do Seu Filho.
A
meditação cristã não aceita esvaziar a mente ("a cessação do
pensamento"). Mente vazia é alvo fácil para a possessão demoníaca (Mt
12:43-45). A opção espiritualmente correta é meditar na Palavra de Deus, que
conduzirá o ser humano pelo único caminho para a vida eterna – Jesus Cristo.
Você está cansado? Jesus
disse:
"Vinde a mim todos os
que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei."
(Mateus 11:28)
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
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NATAL: UMA FESTA CRISTÃ OU
PAGÃ?
Qual a
origem do Natal? Há algum problema em comemorarmos esta data com troca de
presentes, árvore enfeitada e Papai Noel?
A data exata do nascimento de
Jesus é inteiramente desconhecida. A Bíblia relata que quando Jesus nasceu,
alguns pastores estavam no campo com seus rebanhos (Lucas 2:8). Dezembro é
tempo de inverno na Judéia, e os pastores costumavam recolher seus rebanhos nos
currais a fim de protegê-los do frio e das chuvas, por isso é bem pouco
provável que tenha sido em dezembro. Há os que acreditam ter sido em Abril,
outros em Outubro... mas não há nenhum dado concreto que comprove uma ou outra
possibilidade.
Por que se comemora o Natal
de Jesus no dia 25 de Dezembro?
O Natal não é uma festa bíblica,
nem foi comemorado pelos cristãos primitivos. Isso
porque o costume não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo, mas apenas sua
morte. A comemoração do nascimento de Jesus foi introduzida no século IV,
durante o governo do imperador romano Constantino. No Império Romano, o
dia 25 de Dezembro era conhecido e festejado entre os pagãos como o dia do
nascimento do deus sol. Com a cristianização do império, passou-se a adotar
essa mesma data para comemorar o nascimento do Filho de Deus, como Sol da
Justiça, a Estrela da Manhã, a verdadeira Luz do mundo. Alguns outros costumes
pagãos foram incorporados à festa, como o uso de árvores, guirlandas, estrelas
e troca de presentes.
É lícito ao cristão
comemorar o Natal?
Como não havia esta comemoração nos tempos bíblicos, não
há nada de objetivo que a Bíblia diga a este respeito, nem ordenando sua
celebração, nem proibindo. Alguns segmentos evangélicos (principalmente
judaizantes) têm alertado para o fato de que, por se tratar de uma festa de
origem pagã, todo aquele que comemora o Natal em Dezembro estará firmando uma
aliança com as trevas e dando legalidade para que o diabo atue em sua vida. Se
não há nas Escrituras uma doutrina elaborada a este respeito, penso que cada
cristão é livre para ponderar acerca destas questões. O apóstolo Paulo, em sua
carta aos Romanos, ensina que não existem alimentos impuros em si, mas se
alguém tiver dúvida a este respeito, é melhor abster-se destes alimentos
(Romanos 14:14-23). Da mesma forma, algumas práticas podem ou não se tornar em
pecado, dependendo da forma como são feitas.
Pessoalmente, não entendo que
haja algum problema em o cristão celebrar o Natal, desde que sua consciência
não o condene, e que a celebração seja, acima de tudo, em adoração ao único e
verdadeiro Deus. A intenção do nosso coração é celebrar o nascimento do nosso
Salvador, e se fazemos isso em espírito, verdade, santidade e amor, não vejo
porque Deus rejeitaria nosso culto (“... a um coração quebrantado e contrito
não desprezarás, ó Deus” – Salmo 51:17). Vários outros costumes criados
pelos pagãos foram absorvidos e adaptados pela nossa cultura sem, no entanto,
servir de obstáculo à nossa fé ou à adoração do Senhor. Por exemplo: as velas
do bolo de aniversário, o vestido branco da noiva, as olimpíadas (festa criada
em honra aos deuses gregos), o chocolate na Páscoa, e até mesmo o dia dos
nossos cultos semanais... (na mesma época da introdução da comemoração do Natal
de Jesus no dia 25 de Dezembro, mudou-se também o dia oficial do culto cristão
de sábado para o domingo). Quando a Bíblia fala sobre o cristão comer ou não
carne sacrificada aos ídolos, ela diz que não faz diferença, desde que isso não
venha causar escândalo no nosso irmão: “Quem ama a Deus, este é conhecido
por Deus. Portanto, em relação ao alimento sacrificado aos ídolos, sabemos que
o ídolo não significa nada no mundo e que só existe um Deus. Contudo,
nem todos têm este conhecimento. Alguns, ainda habituados com os ídolos, comem
este alimento como se fosse um sacrifício idólatra; e como a consciência deles
é fraca, esta fica contaminada. A comida, porém, não nos torna aceitáveis
diante de Deus; não seremos piores se não comermos, nem melhores se comermos.” (I Coríntios 8:1, 3-4,
7-8). Este texto deixa bem claro que o fato de comer carne sacrificada aos
ídolos nada interfere em nossa vida espiritual. Creio que o mesmo princípio se
aplica em comemorar o Natal ou participar de uma olimpíada, que em sua origem,
tratava-se de uma festa em honra aos deuses gregos. No entanto, volto a
afirmar: se alguém entende de maneira diferente, e prefere não participar das
comemorações tradicionais natalinas, tudo bem.... O importante é estarmos em
paz com aquilo que entendemos como orientação do Espírito Santo para as nossas
vidas.
Como o Natal deve ser
comemorado?
“Assim, quer vocês comam,
bebam, ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”, é
o que diz a Palavra em I Coríntios 10:31. Precisamos tomar cuidado para que o
Natal seja uma festa em honra a Deus, uma celebração Àquele que desceu do Céu e
se fez carne para que, através de sua morte, fôssemos justificados. As crianças
precisam aprender que a figura central do Natal não é o Papai Noel, mas o
“totalmente amável e totalmente digno” Jesus Cristo, Filho de Deus. Além disso,
embora tradicionalmente algumas famílias se reúnam em volta de uma mesa farta
para cear e trocar bonitos presentes, também precisamos cuidar para que o foco
do Natal não esteja na comida, nos enfeites, ou nos presentes... Como escreveu
o Pr. Jaime Kemp: “O Natal não pode ser
plenamente entendido se não for à luz de uma cruz erguida num calvário de
sofrimento trinta e três anos depois...”
Natal:
uma festa cristã ou pagã? A resposta depende de quem o comemora, e como e
porque comemora. Que o dia de Natal seja por nós santificado! E que usemos esta
data como uma oportunidade de mostrar ao mundo as implicações eternas do
nascimento de Cristo em nossas vidas. “Porque um menino nos nasceu, um filho
nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado
Maravilhoso, Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz”.
ALELUIA!!!!
Márcia Rezende
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O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE
PACTOS ESPIRITUAIS
"...e que se desprendam
dos laços do Diabo (por quem haviam sido presos), para cumprirem a vontade de
Deus." (II Tm 2:26)
Vivemos
em tempos de velocidade, não há tempo para meditar, e muitos são empurrados por
satanás para armadilhas que geram verdadeiras alianças com as trevas, e nem
conseguem perceber os efeitos das decisões que tomaram.
Seja
no uso de pequenos adereços, seja na tomada de decisões na vida, toda a nossa
vida é um reflexo do mundo espiritual. Estamos sempre refletindo de forma
visível os eventos do mundo invisível. Assim, cada um de nós tem oportunidade
de refletir o Reino de Deus ou o principado rebelde de satanás. E como o mundo
espiritual interage com o mundo material por meio de alianças, podemos estar
sempre assumindo pactos espirituais, ainda que em ignorância.
Quando alguém assina um contrato, ciente ou não do
que está escrito nele, está irrevogavelmente comprometido com aquele contrato.
Por isso, no mundo espiritual, temos que ter muito cuidado antes de “assinar”
qualquer contrato: “Para que não faças aliança com os moradores da terra, e
quando eles se prostituirem após os seus deuses, ou sacrificarem aos seus
deuses...” (Ex 34:15); “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque,
que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as
trevas?” (II Co 6:14).
Satanás arma suas ciladas:
·
uso de amuletos e pulseirinhas da “sorte”,
·
rituais para “proteger dos maus espíritos”,
·
perfurar ou marcar o corpo (piercings e
tatuagens),
·
“brincadeiras” como do copo, do compasso,
jogos de adivinhação, contatos com a loira do banheiro...
·
mensagens satânicas através de músicas,
Internet ou programas de TV,
·
terapias esotéricas,
·
etc, etc...
Enfim, as oportunidades são inúmeras, e crescem a
cada dia. Cada vez que tomamos parte em algo que satanás oferece, estamos
fazendo um pacto com ele, e lhe dando legalidade para agir em nossa vida.
Por isso, nosso papel é vigiar, vigiar, e vigiar,
para não confundir satanás com anjo de luz (II Co 11:14). Se você já se
comprometeu em algum pacto espiritual, renuncie em nome de Jesus, livre-se de
qualquer objeto que lembre este pacto, peça ajuda se necessário, mas faça
alguma coisa. Não se acomode!
Vida cristã é coisa séria, precisamos nos
posicionar de maneira radical contra o pecado e todas as investidas de satanás.
E que Cristo seja glorificado através da nossa vida.
“Guarda-te
de fazeres aliança com os moradores da terra aonde hás de entrar; para que não
seja por laço no meio de ti.” (Êxodo 34:13)
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
* É permitido copiar,
imprimir e distribuir este arquivo, desde que explicite a autoria e fonte do
mesmo.
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O QUE A BÍBLIA
DIZ SOBRE PIRATARIA
“Não
furtareis; não enganareis, nem mentireis uns aos outros” (Lv 19:11)
Ouvir
música é uma delícia! Orar, ler, trabalhar, dirigir, festejar, dormir... para
cada atividade, ou cada estado emocional existe um tipo de música, um
determinado ritmo, uma melodia que nos ajuda e é até capaz de mudar o nosso
humor. No entanto, com o poder aquisitivo do povo brasileiro caindo a cada dia,
muitas vezes torna-se impossível comprar aquele CD tão desejado, e assim
acabamos optando por comprá-lo no camelô ou copiá-lo de um amigo ou na
Internet. No entanto, não devemos nos esquecer do que está escrito em Gálatas
6:7: “tudo o que o homem semear, isso também colherá”. Todas as nossas
atitudes, por mais simples que pareçam, tem um impacto sobre a nossa vida
espiritual e o nosso relacionamento com Deus.
Alternativas
para se conseguir uma música:
1. CD
NA LOJA – Sem culpa e sem problemas judiciais, você adquire um produto com
encarte original e qualidade de áudio garantida. O(s) cantor(es) e todas as
pessoas envolvidas na produção do disco recebem todos os royalties a que tem direito (uma espécie de comissão em cada CD
vendido).
2.
COPIAR CD DO AMIGO – Copiar um CD para uso pessoal não é considerado crime
(embora não seja recomendado), mas uma coisa é certa: se você ganhar algum
dinheiro com ele, pode pegar de 1 a 4 anos de cadeia e levar multa de até 100
mil reais.
3.
BAIXAR DA INTERNET – Sem absolutamente nenhum custo, você pode ter toda a
música que quiser, mas estará prejudicando o artista e a gravadora, que não
receberão nada pelo trabalho que tiveram. Além disso, poderá ter músicas com má
qualidade ou com partes cortadas, e algumas vêm com vírus. Como na alternativa
anterior, poderá ser preso e pagar multa caso obtenha algum tipo de lucro.
4. CD
PIRATA NO CAMELÔ – É um jeito barato e rápido de conseguir um CD, mas terá um
disco com encarte de quinta categoria e com uma qualidade sonora suspeitíssima.
Além disso, você estará sendo conivente com uma atividade ilegal e poderá ser
enquadrado como receptor de pirataria.
A
música pertence ao seu autor e, para que a tenhamos em casa, precisamos
comprá-la. “Pirata” é aquele que vende algo que não lhe pertence: copia os CDs
furtivamente, e ganha lucro com a venda deles. Pirataria é crime, pois trata-se
de roubo, apropriação indevida, usurpação... E, se é um tipo de roubo, também é
pecado:
“Não
furtarás” (Ex 20:15)
“Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não
darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo
nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz
mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Rm 13:9-10)
“Mas agora vos escrevi que não vos associeis
com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, (...) ou roubador;
com o tal nem ainda comais.” (I Co 5:11)
“Nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados,
nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” (I Co 6:10).
Piratear
um CD ou comprar um CD pirata, são atos desonestos, indignos, e pecaminosos.
A
artimanha do diabo é tentar nos convencer de que “todo mundo faz”, que “não
tem nada a ver”, e que é uma excelente oportunidade para se economizar um
trocadinhos... Mas na verdade, a única coisa que satanás quer é que você abra
uma brecha em sua vida para que ele possa entrar e começar a te destruir.
Lembre-se disso antes de comprar o seu próximo CD.
“Ao sanguinário e ao
fraudulento o Senhor abomina.” Salmo
5:6
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
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mesmo.
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O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE
SANTIFICAÇÃO
“Sede santos,
porque Eu, o Senhor, sou santo”(Lv 19:2)
Através
de toda a Bíblia, a santificação tem sido um elemento essencial na relação
entre Deus e seu povo. Esta qualidade de ser separado do pecado, é uma característica
fundamental de Deus, que tem que ser desenvolvida como parte do caráter de seus
filhos.
O que
vêm à sua mente, quando pensa em santificação? Trabalho árduo na obra de Deus?
Experiências sobrenaturais com o Espírito Santo? Compreender com profundidade a
Bíblia? Deixar de praticar algumas coisas? Na verdade, santificação nada mais é
do que O RESULTADO DE UMA PERFEITA COMUNHÃO ENTRE NÓS E DEUS.
A
santificação se inicia quando vamos a Cristo, e se desenvolve à medida que
passamos mais e mais tempo com Ele. Quando tentamos alcançar a santidade por
nossos próprios esforços, nos tornamos como os “fariseus”, que resumiam seu
relacionamento com Deus aos rituais de culto e purificação (legalismo).
Comunhão é muito mais do que uma lista de coisas “permitidas” e “proibidas”,
comunhão é amizade, intimidade, amor. A santidade se refletirá em nós, à medida
que aprendermos a usufruir da liberdade em Cristo: alcançando o verdadeiro
equilíbrio em amor: sem legalismo e nem licenciosidade: “Porque vós, irmãos,
fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à
carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.” (Gl
5:13).
No
capítulo 4 de I Tessalonicenses, Paulo mostra que não pode haver nenhuma
tolerância do pecado na vida de um cristão: “Porque não nos chamou Deus para a
imundícia, mas para a santificação” (v. 7). Os cristãos pecam (I Jo 1:8,10),
mas temos que admitir esses erros e procurar o perdão de Deus para manter a
comunhão com Ele (I Jo 1:9; 2:1).
Mas,
para que não vejamos isto como uma tarefa desagradável de renúncia, teremos que
nos lembrar do grande privilégio que é descrito aqui (II Co 6:18). O Deus
Todo-Poderoso do universo, nosso grande Criador e Redentor, quer ser nosso Pai.
Por causa do grande privilégio de sermos chamados filhos e filhas de Deus,
temos que nos purificar de toda impureza (II Co 7:1): impurezas da carne (todas
as formas de imoralidade e mundanismo, pecados sexuais, embriaguez,
desonestidade, egoísmo, etc... veja Gl 5:19-21; I Co 6:9-11; Ap 21:8) e
impurezas do espírito (idolatria, superstições, obstinação, práticas
esotéricas... I Co 10:14, Jo 4:24, Mt 4:10). Não apenas 50%, 90% ou 99%
do pecado, mas de toda imundície. Por quê? Por causa de nosso respeito a Deus.
Ele merece nosso serviço de santificação. Quando amamos a Deus, vivemos em
função deste amor, motivados por ele, e não precisamos nos esforçar para sermos santos.
“E o próprio Deus de paz vos
santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente
conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” I Ts 5:23
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
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O
QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE MORAR JUNTO SEM SE CASAR
“Portanto, o homem deixará
pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” Gn 2:24
Muitos
casais têm optado por um relacionamento liberal, e simplesmente passam a morar
juntos, sem o compromisso do casamento. É o que o novo código civil chama de
“uniões estáveis”.
Os
argumentos para que um casal não queira assumir o casamento, são variados e
muito criativos, mas não conseguem anular os preceitos de Deus, que são
eternos.
Precisamos
entender dois princípios básicos sobre este assunto:
1. O
relacionamento íntimo conjugal é um privilégio exclusivo para o casamento. Este
é o plano de Deus desde o princípio para o ser humano: “Por causa da
imoralidade, cada um deve ter sua esposa, e cada mulher o seu próprio marido”
(I Co 7:2). Todo aquele que opta por um plano diferente, estará entrando por um
caminho obscuro e sem a aprovação do nosso Criador. Ter relações sexuais com
alguém que não é seu esposo/esposa é fornicação. Deus assim determinou para que
pudéssemos manter nosso corpo limpo, puro e santo (Gl 5:19, I Co 6:13, Tt 1:6,
Cl 3:5).
2.
Começar a morar junto não substitui o casamento. Casamento é uma cerimônia
pública perante Deus e a sociedade, onde o casal faz uma aliança indissolúvel
(Rm 7:2-3, I Co 7:10-11). Esta cerimônia varia conforme a época e o local. Nos
nossos dias, envolve um contrato civil feito em cartório. Com a assinatura
deste contrato, o casal recebe uma certidão de casamento, ou seja, um documento
que comprova que ambos estão casados. Sem esta certidão, não há casamento.
Quando Jesus estava conversando com a mulher samaritana, ele foi bem claro
quando disse: “...o homem com quem você mora agora não é seu marido” (Jo
4:16-18). Confirmando o conceito de que não basta morar junto para se
considerar casado.
Assim
sendo, concluímos que um casal só pode viver junto legitimamente, como marido e
mulher, apenas se for legitimamente casado. Caso contrário, ambos estão em
adultério.
Se
este for o seu caso, procure acertar a sua situação. Sabemos que os mandamentos
de Deus para nós são todos para o nosso bem. Não podemos amar a Deus e
discordarmos de Sua maneira de dirigir todas as coisas.
“Importa antes obedecer a
Deus que aos homens. Se porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje
a quem vocês irão servir”. (At 5:29 e Js 24:15).
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
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O QUE A BÍBLIA
DIZ SOBRE A
MORTE
Centenas de pessoas
separam o dia 02 de Novembro para “velar” seus mortos. A origem desta prática é
antiga. Há mais de três mil anos atrás, os Druidas (magos de origem celta)
realizavam cerimônias de adoração ao "deus da morte" ou ao
"senhor da morte" no dia 31 de outubro, nas quais eram oferecidos
sacrifícios humanos. Na tentativa de cristianizar estas comemorações, a Igreja
Católica declarou o 1º de novembro como o “Dia de Todos os Santos” e o dia 2
como “Dia
de Finados”.
Embora todos nós
saibamos que a morte é algo inevitável, não conseguimos encará-la com
naturalidade. Somente falar ou pensar sobre isso geralmente é algo que
incomoda, dói, gera medo... Isso porque Deus não incluiu a morte em seus planos
na criação do homem, ela veio como conseqüência do pecado (“o salário do pecado é a morte” - Romanos 6:23);
fomos criados eternos, é por isso que não
conseguimos aceitar a morte: fomos criados para a eternidade!
Mesmo
sendo algo comum a todos os homens em todos os tempos, há muita dúvida a este
respeito, e muitas doutrinas equivocadas são propagadas quanto à morte e
assuntos correlacionados. Vamos
tentar resumir neste estudo, o que a Palavra de Deus, nossa fonte mais segura
de conhecimento, ensina sobre este assunto:
1. A morte não é o fim da
existência - Morte significa separação. A morte física ocorre
quando o corpo é separado do espírito. O corpo, sem o espírito, não tem vida, e
logo começa a se decompor. Fomos feitos de pó (Gênesis 2:7), e ao pó retornamos
(Eclesiastes 12:7). No entanto, nosso espírito é imortal. Jesus claramente
ensinou que existe vida após a morte: “Que
os mortos ressuscitam, já Moisés mostrou, no relato da sarça, quando ao Senhor
ele chama ‘Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó’. Ele não é Deus de
mortos, mas de vivos, pois para ele todos vivem” (Lucas 20:37).
2. Não existe reencarnaÇÃo
– Para alguns é reconfortante acreditar que o espírito de alguém muito querido
irá voltar a esta terra num outro corpo ou forma. No entanto, tal teoria está
totalmente em desacordo com aquilo que a Bíblia ensina. Vivemos e morremos
neste mundo uma só vez. Observe o texto sagrado: "Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só
vez, e depois disso enfrentar o juízo, assim também Cristo foi oferecido em
sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos"
(Hebreus 9:27 e 28). Não há margem para dúvida ou outras interpretações: após a
morte, ninguém receberá uma segunda chance, mas apenas juízo. Se uma pessoa
precisasse morrer muitas vezes, qual seria o valor do sacrifício de Jesus?
Teria ele também que morrer muitas vezes? Além disso, a idéia de que nossas
almas são aperfeiçoadas através da reencarnação é absolutamente oposta à
doutrina Bíblica de que somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé em
Cristo Jesus (Efésios 2:8-9).
3. O DESTINO DOS QUE MORREM SEM SALVAÇÃO
É O INFERNO – Quando a Bíblia fala da situação dos mortos, ela diz que
é impossível ao ímpio se livrar dos tormentos para entrar no conforto dos
fiéis: “Quem nele (em Jesus) crê
não é condenado, mas quem não crê já está
condenado... E estes irão para o
castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.” (João 3:18 e
Mateus 25:46). Não há segunda chance, não há meio termo, não há estado
intermediário. Jesus é o único caminho para a salvação. Se em vida, a pessoa
não se entregou ao seu senhorio, após a morte, entrará imediatamente em
tormento. Jesus nos contou a história sobre um certo homem rico e um outro
chamado Lázaro (Lucas 16:19-31). O rico havia ignorado os mandamentos de Deus,
enquanto Lázaro lhe foi um servo fiel. Ambos morreram. O rico foi para um lugar
de tormento e Lázaro foi levado pelos anjos até a presença de Deus. O texto
afirma que o rico (que não estava salvo), estava em grande sofrimento, numa
chama e com muita sede. Ele podia ver, sentir e recordar. Podia contemplar os
salvos, sem no entanto poder chegar perto do lugar onde estavam. Estava
consciente de que deveria ter se arrependido em vida. No entanto, nada mais
podia ser feito a respeito. Em nenhum lugar das Escrituras é possível encontrar
base para a existência do Purgatório. PURGATÓRIO NÃO EXISTE! A idéia de
que é bom acender velas para iluminar o caminho das almas que estão em tormento
só é boa para os fabricantes de vela, porque espiritualmente não possuem valor
algum. Aqueles que rejeitaram a graça salvadora de Cristo Jesus serão
condenados e ponto. ”Pois todos nós
devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de
acordo com as obras praticadas por meio do corpo” (II Coríntios 5:10).
4. OS SALVOS
HERDARÃO A VIDA ETERNA – Haverá uma eterna separação
entre os justos (obedientes) e os injustos (desobedientes): “Aquele que
crê no Filho de Deus, tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho, não
verá a vida“ (João 3:36) e “Quem ouve a minha palavra e crê
naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da
morte para a vida” (João 5:24). A mesma história contada por Jesus
sobre o rico e Lázaro (Lucas 16:19-31), mostra que Lázaro fora levado
pelos anjos até um lugar denominado “Colo de Abraão”, e estava sendo consolado,
descansando. Também o ladrão que foi crucificado ao lado de Cristo, mostrou fé
e um coração arrependido, e ouviu a promessa: “Hoje mesmo estarás comigo
no Paraíso” (Lucas 23:43). A condição para herdar a vida eterna não é
fazer boas obras, ser muito religioso, ou passar por muitos sofrimentos... Nada
do que fazemos ou deixamos de fazer nos torna dignos de herdarmos o Reino de
Deus, onde o pecado não entra. Esta condição só é possível através de Jesus
Cristo. Só Ele pode nos redimir, nos justificar e nos santificar. Todos os que,
pela fé, aceitarem essa salvação de Jesus, após a morte serão levados pelos
anjos a um lugar de repouso e refrigério, onde poderão usufruir da maravilhosa
presença de Deus Pai, e de onde nunca mais irão sair. A Vida Eterna é uma
maravilhosa certeza de todos os que crêem em Deus e em suas promessas.
5. Deus condena a
comunicação com os mortos – Algumas pessoas acreditam firmemente que os mortos retornam para
avisá-las de perigos, ou para guiá-las em suas vidas e decisões, ou até para
assombrá-las e ameaçá-las. O sofrimento causado pela morte de um ente
querido é quase insuportável, e na ânsia de minimizar um pouco tanta dor,
muitos se enveredam pelo caminho da necromancia (comunicação com os mortos),
tentando se comunicar com o espírito daqueles que já morreram. No entanto, todos os esforços para se comunicar com os
mortos, sejam diretamente ou através de médiuns, são contra a vontade de Deus e
resultarão em condenação. Quando
o homem rico da história contada por Jesus em Lucas 16 pediu que um mensageiro
dos mortos fosse enviado para ensinar sua família na terra, Abraão disse que
isso nem era permitido, nem necessário (Lucas 16:27-31). Deus foi muito
taxativo sobre este assunto, quando exortou seu povo: “Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em
sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique
à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria, ou faça encantamentos; que
seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem
repugnância por quem pratica essas coisas” (Deuteronômio 18:10-12). A
necromancia, portanto, é uma prática abominável diante de Deus.
Devido à entrada do pecado no mundo, e no coração do ser
humano, a morte passou a fazer parte da nossa trajetória. No entanto, a
esperança daquele que crê, está justamente na vida após a morte: a vida eterna
com Deus! Jesus Cristo é o autor da vida, Ele veio ao mundo para destruir as
obras do Maligno, enfrentou a morte e venceu, ressuscitou, e prometeu essa
mesma vitória a todos os que o seguirem. Aleluia! Então, não se deixe enganar
com doutrinas vãs, falsas filosofias, mitos ou superstições. Entregue a sua
vida a Cristo, convide-o a ser verdadeiramente o seu Salvador e o seu Senhor.
Porque “pela graça sois salvos, por meio da fé; não pelas obras para que
ninguém se glorie”, pois “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho
Único para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Márcia Rezende
-Bacharel em Educação Religiosa eMinistra de Educação Cristã na 3a.Igreja
Batista de Marília
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EM NOME DE JESUS, EU PROFETIZO!!!
...MESMO???
É bastante comum em nossos dias
ouvirmos certas palavras de ordem, precedidas pela expressão “eu profetizo”. Por exemplo: “eu
profetizo que este ano eu vou comprar meu carro”; “eu profetizo que até o final
deste mês eu vou arrumar um namorado”; “eu profetizo que todas as minhas
dívidas serão pagas”; e assim por diante. Será esta uma prática bíblica?
Tal orientação
tem sido a tônica da maioria das igrejas neo-pentecostais, e tem trazido muita confusão no
meio evangélico.
Antes de mais nada, precisamos
entender que PROFETIZAR significa “falar
em nome de Deus”; é transmitir uma mensagem de Deus a outra pessoa, é
receber do Senhor uma palavra e transmitir a outra(s) pessoa(s). Exemplos: Ez
21:28, 37:4; Am 7:15
Como filhos de Deus, podemos sim
entregar nossos pedidos ao Pai e, pela fé, crer que receberemos, mas isso não
é profetizar!
As Escrituras afirmam que fé é
trazer à realidade algo que não existe, é lidar com uma situação como se já
tivesse acontecido, antes mesmo de acontecer (Hb 11:1). Assim sendo, podemos e
devemos sim, declarar, pela fé, que “este ano eu vou comprar meu carro”, por
exemplo. Mas de modo algum chamar isso de profecia...
É preciso tomar cuidado com o que
falamos, afinal, a Bíblia diz que iremos dar conta de cada palavra que saiu de
nossa boca (Mt 12:36).
Se Deus lhe
deu uma promessa, se Ele falou ao seu coração e lhe mandou profetizar, então
profetiza irmão, sem medo (At 18:9)! Mas caso contrário, não ouse dizer nada de
si mesmo afirmando que “Deus mandou dizer”, ou “profetizar”... A Palavra é bem
clara e bastante dura com relação a isso: “ASSIM
DIZ O SOBERANO, O SENHOR: AI DOS PROFETAS TOLOS QUE SEGUEM O SEU PRÓPRIO
ESPÍRITO E NÃO VIRAM NADA! ... SÃO COMO CHACAIS NO MEIO DE RUÍNAS. DIZEM ‘PALAVRA
DO SENHOR’, QUANDO O SENHOR NÃO OS ENVIOU... POR CAUSA DE SUAS PALAVRAS FALSAS
E DE SUAS VISÕES MENTIROSAS, ESTOU CONTRA VOCÊS. PALAVRA DO SOBERANO, O
SENHOR.” Ez 13:3, 4, 6 e 8.
Márcia Rezende -Bacharelem Educação Religiosa
e Ministra de Educação Cristã na 3a.Igreja Batista de Marília
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É permitido copiar, imprimir e distribuir este arquivo, desde que explicite a
autoria e fonte do mesmo.
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É lícito adorar ao Senhor com assovios?
A Bíblia
diz que Deus espera que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (Jo
4:23-24). A expressão dessa adoração pode variar de acordo com a personalidade
de cada adorador e a cultura de cada lugar. Pr. Augusto Guedes, do Instituto Ser
Adorador, explica que “como uma torcida de futebol, todos torcem
pelo mesmo time, mas reagem de formas diferenciadas ao externar a sua alegria
no momento do gol. O nosso Criador, além de extremamente criativo, é aquele que
conhece os corações, os sentimentos e as motivações”.
Especificamente
falando sobre o assovio, já ouvi pessoas dizendo que é pecado assoviar, pois
tal prática “chama demônios”, mas não há absolutamente nada na Bíblia que
oriente nesse sentido. Existem sim, textos que falam do assovio como gesto de
deboche e desprezo (Ex: Jr 19:8; Lm 2:16; Mq 6:16), mas não podemos nos basear
em trechos isolados da Palavra sem analisar o seu contexto. Um exemplo bem
claro disso é que em Nm 24:10 e Jó 34:37, bater palmas é uma expressão de ira e
indignação (baseados apenas nestes textos, alguns poderiam sair por aí
ensinando também que é pecado bater palmas). Paralelamente temos exemplos de
palmas usadas para exaltação a Deus (Sl 47:1) e um texto que diz que O PRÓPRIO
DEUS ASSOVIARÁ, CHAMANDO OS SEUS REMIDOS (Zc 10:8). Se o próprio Deus pode
usar o assovio, obviamente, o ato de assoviar não é pecado. Não se pode
analisar um texto bíblico isoladamente como fazem os menos
esclarecidos.
Conclusão:
bater palmas, assoviar, fazer “trenzinho”, pular, dançar, erguer as mãos...
todos esses são gestos que podem ser usados tanto para culto a demônios, como
para extravasar os “desejos da carne” ou como forma de adoração ao Deus
altíssimo. Depende do coração e da intenção de cada um.
Num culto
coletivo, é preciso cuidar para: por um lado, não
escandalizar o próximo, e por outro, não
julgar pelas aparências. Quando nos dirigimos ao templo para prestar
culto ao Senhor, o essencial é estar diante do trono de Deus com um coração
puro, não nos preocupando com o nosso “irmão do lado”, que é amado de Jesus,
mas que cultua de uma maneira diferente da nossa.
Finalmente irmãos, cuidado com
aqueles que tentam limitar o cristianismo a uma série de podes e não podes. “Foi
para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se
deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (Gl 5:1).
Márcia Rezende -Bacharelem Educação Religiosa
e Ministra de Educação Cristã na 3a.Igreja Batista de Marília
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É permitido copiar, imprimir e distribuir este arquivo, desde que explicite a
autoria e fonte do mesmo.
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